ABOL passa a ingressar o quadro de filiadas da CNT

20/06/2016

No último dia 8 de junho, foi deferida a filiação da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), pelo presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Clésio Andrade. Sob a presidência de Glen Gordon Findlay, a ABOL ingressa como membro da Seção VII – de Infraestrutura de Transporte e Logística, junto com outras entidades do setor de logística.

Para o diretor executivo da ABOL, Cesar Meireles, a filiação da Associação na CNT é o corolário de um trabalho realizado com bastante seriedade o que coloca a ABOL como legítima representante do setor de Operadores Logísticos no Brasil. “Estar na CNT é motivo de muita honra para os 25 associados da ABOL, em razão da notória importância e liderança que representa a CNT como órgão máximo da logística de transportes no Brasil, congregando, através das suas sete seções, as forças legítimas que representam os vários elos da cadeia de valor da logística”, declarou.

De acordo com o Preside da CNT, Clésio Andrade, o ingresso da ABOL na Confederação Nacional de Transportes é uma grande honra. “Vivemos um novo momento, e a participação da ABOL será muito positiva. A CNT, na linha de ampliar os quadros de filiados de transporte e logística, e de incentivar tudo que diz respeito à infraestrutura de transporte, considera muito importante a chegada da ABOL”, afirma.

Ainda segundo o diretor executivo da ABOL, a Seção VII – de Infraestrutura de Transporte e Logística é considerada um fórum fecundo de debates de elevado nível estratégico, e a ABOL não podia ficar à margem dessa, que é uma das mais relevantes plataformas do setor. “Estar na CNT significa conviver e participar de uma série de iniciativas de excelência, como a respeitada área técnica e de pesquisa, bem assim poder participar do Sistema ‘S’, que despensa maiores apresentações pelo seu reconhecimento de elevada qualidade técnica na capacitação do capital humano, no nosso caso, no transporte e na logística”, finalizou Cesar Meireles.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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