ABAD lança o ENACAB 2016

17/11/2015

Em evento realizado com cerca de 400 participantes em São Paulo, a ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados lançou hoje, oficialmente, o encontro nacional e anual do setor, que foi totalmente reformulado e que, a partir da próxima edição, em 2016, terá o nome de ‘ENACAB – Encontro Nacional da Cadeia de Abastecimento’ – e incluirá a 36ª Convenção ABAD do Canal Indireto, reunindo Indústria, Agente de Distribuição e Varejo Independente.

O evento representa uma evolução das convenções anuais da ABAD, que tradicionalmente já é avaliada como uma das melhores feiras de negócios do país. Essa reformulação decorre de uma análise cuidadosa do mercado e do entendimento de que os novos desafios da cadeia nacional de abastecimento só serão solucionados por meio da atuação coordenada de todos os setores envolvidos.

“Não vislumbramos o encerramento do atual momento difícil para a economia nacional. Por isso, a ABAD decidiu inovar e promover o alinhamento estratégico de toda a cadeia do abastecimento do Canal Indireto, incrementando ainda mais a participação da indústria e dando especial atenção ao relacionamento do setor com seu principal cliente, o pequeno e médio varejo independente”, diz o presidente da ABAD, José do Egito frota Lopes Filho.

De acordo com a entidade, o formato do ENACAB permitirá maior aproximação e integração entre a indústria, os agentes de distribuição e o varejo, com a disseminação das melhores práticas de gestão e operação dos negócios, através de palestras e workshops.

Além de uma excelente oportunidade de atualização, relacionamento e negócios para os expositores, patrocinadores e convencionais, participar do ENACAB 2016 será uma forma de apoiar a defesa de temas importantes para toda a cadeia, que vão do treinamento e capacitação às propostas legislativas, nas áreas trabalhista, tributária e normativa, que impactam as atividades do setor.

“Acreditamos que o ENACAB 2016 será um marco para o setor, uma evolução capaz de promover a convergência de propósitos e recursos focados no aumento da eficiência e da competitividade de toda a cadeia produtiva, potencializando resultados”, afirma o presidente da entidade. “Essa nova proposta busca aproveitar as sinergias da cadeia para auferir benefícios para todos os seus integrantes.”

O ENACAB 2016 ocupará uma área de 27 mil m2 do novo e moderno São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, sendo 12 mil m² de área de exposição.

A cidade de São Paulo, sede do evento, foi escolhida por sua proximidade com as regiões que mais concentram indústrias, agentes de distribuição e varejistas, facilitando a parte logística e reduzindo custos de expositores e convencionais.

A organização do ENACAB 2016 contará com o apoio da ADASP – Associação de Distribuidores e Atacadistas de Produtos Industrializados do Estado de São Paulo, entidade filiada à ABAD.

BENEFÍCIOS PARA TODOS OS PARTICIPANTES

O ENACAB 2016 foi pensado para que todos os participantes tenham o melhor aproveitamento do evento.

Para as Indústrias e os fornecedores serão oferecidas salas especiais para a realização de encontros privados com sua própria programação, como convenções e treinamentos.

Os Agentes de Distribuição poderão estreitar relacionamento com pessoas chave da Indústria, além de trazer seus melhores clientes varejistas para participar dos cursos de capacitação e conhecer os lançamentos e tendências.

Eles também poderão conhecer o Centro de Distribuição Inteligente, elaborado com o apoio e participação de 14 empresas parceiras, que promete ser um dos pontos altos do ENACAB 2016.

Já o Varejo cliente do Canal Indireto terá a oportunidade de conhecer as melhores práticas apresentadas na Loja Modelo, uma realização da ABAD em parceria com SEBRAE; e de conhecer e adquirir em primeira mão os lançamentos da Indústria para incrementar suas vendas.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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