Scania apresenta na Agrishow 2026 caminhões a gás e soluções para transporte no agro

A Scania participa da 31ª edição da Agrishow 2026 com foco na oferta de soluções integradas para o agronegócio, reunindo caminhões rodoviários e fora de estrada, motores, serviços e alternativas financeiras. A feira segue até esta sexta-feira (1º de maio), em Ribeirão Preto (SP).

Segundo a fabricante, os visitantes têm acesso a condições especiais para aquisição de veículos, pacotes de serviços e produtos financeiros oferecidos pela marca. Os atendimentos são realizados pelas equipes das Casas Scania Escandinavia, WLM Quinta Roda e P. B. Lopes.

No estande de 600 metros quadrados da empresa estão expostos quatro caminhões e um motor industrial. Entre os destaques está o RH 460 6×4 movido a gás e/ou biometano, indicado para operações de transporte de cana e madeira. O modelo integra a estratégia da companhia de ampliar a presença de soluções movidas a combustíveis alternativos no agronegócio.

Também estão expostos o Super 560 R 6×4 para transferência de cargas gerais, o modelo fora de estrada G 560 6×4 XT voltado ao segmento canavieiro e o Super 460 R 6×2 para operações rodoviárias de longa distância.

Além dos veículos, a fabricante apresenta o motor OC 09 de nove litros, desenvolvido para aplicações industriais, geração de energia, pecuária, lavoura, petroquímica e aterros sanitários.

A empresa também levou para a feira o espaço Scania Shop, destinado à comercialização de produtos licenciados da marca, além de campanhas voltadas à linha de peças para veículos clássicos da fabricante.

Segundo Márcio Furlan, diretor de Marketing, Comunicação e Experiência do Cliente da Scania Operações Comerciais Brasil, a participação da empresa na feira reúne soluções para diferentes aplicações do setor agroindustrial.

Entre os modelos em destaque, o RH 460 6×4 a gás e/ou biometano recebeu atenção especial da empresa durante a feira. De acordo com Daniel Bandeira, gerente de Vendas de Soluções Off-Road da Scania Operações Comerciais Brasil, o modelo amplia possibilidades operacionais para o agronegócio.

“Tem sido muito procurado o caminhão RH 460 6×4 a gás e/ou biometano, pois expande ainda mais as possibilidades aos clientes do Agro. O modelo traz a potência de 460 cavalos, torque de 2.300Nm, CMT de 150 t e o conceito ‘mochilão’ com maior autonomia (até 450km) na tração 6×4. Foi a primeira vez que montamos o ‘mochilão’ nesta cabine e aumentamos a capacidade de volume de gás nos cilindros (8 x 118 L mais 2 x 235 L). Além disso, a nossa linha vocacionada XT é um sucesso total com aplicações diversas para cana, madeira e todo o ciclo do Agro”, comenta Furlan.

O modelo fora de estrada Super G 560 6×4 XT possui 560 cavalos de potência, torque de 2.800Nm e capacidade máxima de tração de 150 toneladas. Já o Super 560 R 6×4 também entrega 560 cavalos e é indicado para transporte rodoviário de cargas gerais em longas distâncias.

O Super 460 R 6×2, por sua vez, conta com 460 cavalos de potência, torque de 2.300Nm e capacidade máxima de tração de 150 toneladas, voltado principalmente à transferência de cargas gerais.

Serviços e conectividade para operações do agro

Durante a Agrishow 2026, a Scania também apresenta soluções ligadas aos Serviços Scania. Em um contêiner dedicado, as equipes demonstram recursos ligados aos pacotes do Scania PRO, Control Tower, Driver Services, Serviços Dedicados, Scania Fit, Sistema de Troca, conectividade e assistência 24 horas.

Segundo a empresa, as demonstrações incluem simulações online para apresentar ganhos relacionados à disponibilidade operacional e gestão de frota.

Outro foco da fabricante é a linha de caminhões movidos a gás natural e biometano. A companhia destaca que o biometano pode ser produzido a partir de resíduos agrícolas, fezes de animais, resíduos agroindustriais e lodo sanitário urbano.

De acordo com a Scania, o abastecimento com biometano pode reduzir as emissões de CO₂ em até 90% em comparação aos combustíveis fósseis tradicionais.

Os caminhões da linha a gás utilizam motores Ciclo Otto movidos 100% a gás natural, biometano ou mistura de ambos. Segundo a fabricante, os motores são desenvolvidos originalmente para operação com gás, sem conversão de motores a diesel.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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