Novos Axor da Mercedes-Benz ganham versões com suspensão pneumática e modelo plataforma

A Mercedes-Benz do Brasil ampliou o portfólio da linha Axor com a introdução de versões com suspensão traseira pneumática e o lançamento do modelo plataforma do Axor 2038 4×2. As novidades já estão disponíveis na rede de concessionários e ampliam as possibilidades de aplicação dos caminhões extrapesados em operações logísticas de médias e longas distâncias.

Com a atualização, os cavalos mecânicos Axor 2038 4×2 e Axor 2545 6×2 passam a contar com a opção de suspensão pneumática, mantendo também a tradicional suspensão metálica. Além disso, o Axor 2038 4×2 ganha uma nova versão plataforma, voltada a operações específicas, como transporte de cargas expressas.

Suspensão pneumática amplia aplicações

A suspensão pneumática, já utilizada no extrapesado Actros da marca, traz benefícios operacionais importantes para os novos Mercedes-Benz Axor. O sistema conta com quatro bolsas de ar por eixo, amortecedores telescópicos de dupla ação e barra estabilizadora, além de regulagem de altura por controle remoto ou painel.

Na prática, essa configuração reduz a transmissão de vibrações ao compartimento de carga, diminuindo o risco de avarias em mercadorias. Por isso, é indicada para cargas mais sensíveis e para operações com frequentes acoplamentos e desacoplamentos de semirreboques. Além disso, contribui para maior produtividade ao facilitar o engate e desengate, garantindo mais estabilidade ao veículo.

Por outro lado, a suspensão metálica segue como alternativa para aplicações mais severas, especialmente em rotas que combinam trechos pavimentados e não pavimentados. Nesse caso, o conjunto é reconhecido por sua robustez, resistência e durabilidade em diferentes condições operacionais.

Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da empresa, o modelo vem apresentando forte desempenho comercial. “Em apenas seis meses de mercado, a resposta dos clientes foi imediata. Superamos a meta de 1.000 unidades vendidas no atacado em 2025”, destacou.

Além da nova suspensão, o Axor 2038 4×2 passa a contar com versão plataforma, baseada em componentes do cavalo mecânico, o que favorece a padronização de peças e reduz custos de manutenção. O modelo é indicado para operações como cargas expressas, inclusive com reboques do tipo Romeu e Julieta, podendo ainda receber um terceiro eixo e se tornar um extrapesado 6×2.

O caminhão oferece PBT técnico de 20.100 kg e CMT de até 62 toneladas, reforçando sua capacidade para diferentes aplicações logísticas. A linha Axor também mantém o motor OM 460 LA de 13 litros, com potências de 380 e 450 cavalos, atendendo à legislação Proconve P8 (Euro 6), além de câmbio automatizado Powershift 3 Advanced de 12 velocidades.

Em termos de segurança e conforto, os novos Mercedes-Benz Axor contam com tecnologias como EBS, ABS, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e iluminação em LED (opcional). A cabine segue o padrão dos caminhões rodoviários da marca, com foco em ergonomia, espaço interno e conforto para o motorista.

A fabricante também reforça sua atuação no pós-venda, com ampla rede de concessionários em mais de 180 pontos no Brasil e uma estrutura logística de peças a partir do centro de distribuição em Itupeva (SP), que atende o mercado nacional e exportações. Além disso, oferece soluções como planos de manutenção, conectividade via plataforma Fleetboard e serviços digitais como o ZapBenz.

Lançado em julho de 2025, o novo Axor já soma mais de 1.000 unidades comercializadas no atacado, consolidando sua presença no segmento de extrapesados e ampliando o leque de aplicações no transporte rodoviário brasileiro.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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