Blue Yonder e Procurement Garage expandem parceria para a América Latina

08/02/2024

A Blue Yonder, considerada líder em soluções de cadeia de suprimentos, expande a sua parceria para a América Latina com a consultoria brasileira em gestão de gastos, a Procurement Garage (PG), ao mesmo tempo que comemora um ano de parceria no Brasil, que foi iniciada em janeiro do ano passado.

A equipe da PG é uma consultoria implementadora certificada da Blue Yonder com 15% da equipe certificada e com expectativa de ter 30% de colaboradores implementadores em TMS, WMS, Planning e OMS.

A parceria procura expandir a sua atuação na manufatura e no varejo no Brasil e região Latam. A PG tem escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, México, Orlando e Portugal. Possui Support Offices para Global Sourcing em Amsterdã e Guangzhou, na China.

“Fundada há 10 anos, a Procurement Garage é uma consultoria de management com foco em procurement e Supply Chain que liderou mais de 350 projetos de transformação de suprimentos e tecnologia no Brasil, México, EUA, Europa e Ásia com savings auditados de US$ 4bi. As soluções líderes da Blue Yonder oferecem aquilo que queremos entregar aos nossos clientes, que é a migração das atividades operacionais do Supply Chain para o estratégico. Nosso objetivo é levar uma proposta de valor de 360º para os nossos clientes em consultoria e tecnologia no Brasil e América Latina”, afirma Leonardo Alexander, CEO e sênior partner da Procurement Garage.

Neste período de um ano, a parceria participou de concorrências no Brasil e agora expande para o México, onde a PG tem escritório. Além disso, já iniciou prospecções no mercado do Chile e da Argentina. “A Blue Yonder e a PG têm muita sinergia. Com a PG, a Blue Yonder pode crescer ainda mais em clientes onde já está presente para entregar agora a sua nova tecnologia da plataforma Luminate com IA generativa. O procurement é parte da matéria do Supply Chain e os clientes da PG, que implementaram soluções de procurement, agora os procuram para dar o próximo passo em Supply Chain”, comenta Samuel Baccin, VP de Parcerias e Alianças Latam Blue Yonder.

Supply Chain no Brasil

Desde a pandemia de Covid-19, o Supply Chain tornou-se estratégico no Brasil. Muitas empresas passaram por grandes dificuldades porque a gestão ainda acontecia através de planilhas e houve um despertar da automatização do Supply Chain. “A parceria com a Blue Yonder acontece num momento em que o mercado nacional faz forte locação de budget para a aquisição de soluções de Supply Chain. A logística é um grande vetor de competividade para as companhias brasileiras, seja na lucratividade e na entrega de um serviço de excelência”, comenta Flavia Accioly, PG Supply Chain & Operações. Segundo Thiago Lisoni, gerente de Parcerias e Alianças South Latam da Blue Yonder, a PG tem presença e experiência na implementação de projetos de Supply Chain com um time de 100 consultores seniores, todos executivos vindos de grandes empesas. “É uma consultoria robusta com clientes e a capilaridade que eles têm no Brasil é de grande relevância para a Blue Yonder. A meta é capacitar 30% da equipe da PG em soluções Blue Yonder até meados de 24. Hoje, por volta de 15% da equipe está capacitada e certificada em Planning, TMS, WMS e OMS. A Blue Yonder vem complementar o portfólio dos serviços da PG”, finaliza Lisoni.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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