Apolo Tecnologia em Polímeros desenvolve veículo autônomo para logística interna

19/01/2024

A Apolo Tecnologia em Polímeros, empresa especializada na produção de peças poliméricas e de alta tecnologia e que recentemente inaugurou uma nova fábrica em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, desenvolveu um veículo autônomo guiado a laser para movimentação de matérias-primas e peças no interior da linha de produção.

Concebido em parceria com a área de Engenharia de Logística da Marcopolo, o veículo levou 18 meses para ficar pronto e opera há dois meses nas movimentações internas de materiais, proporcionando ganhos de tempo e redução de custos logísticos internos.

“O Veículo Guiado a Laser não tripulado contribui para o aumento da produtividade e para a diminuição de acidentes de trabalho. É uma solução ideal para ambientes de atividades intensivas, que funcionam de 24 horas por dia e que requerem complexos fluxos de produção”, comenta André de Castilhos, Business Head da Apolo Tecnologia em Polímeros.

Na planta da Apolo, o equipamento faz o transporte interno entre a linha de injetoras com a pré-montagem de componentes, linha de montagem com armazém central e entre pré-montagem e armazém central, com paradas programadas em cada área e/ou por direcionamento direto para local determinado.

A adoção de Sistemas Inteligentes de Transporte completamente automáticos e flexíveis que não requerem intervenção humana é crescente na indústria pelos benefícios e vantagens que proporcionam. Na busca pela inovação e por tecnologias mais limpas, a Apolo Tecnologia em Polímeros investiu para desenvolver um equipamento que otimizasse a automação de seus processos de produção para aumentar a qualidade e a produtividade.

O veículo autônomo consegue se deslocar com pouca ou nenhuma interferência humana. Para isso, utiliza combinação de tecnologias, como sensores, câmeras internas e externas, GPS, aprendizado de máquina, inteligência artificial, entre outras, para perceber o ambiente e controlar suas ações. O equipamento segue rotas determinadas mediante um sistema guiado a laser que funciona por intermédio da emissão de um sinal de laser, que reflete nos defletores colocados em pontos próximos ao percurso e é lido pelo veículo. A diferença de tempo entre a emissão do laser e a captura do feixe de reflexão é calculada mediante um processador montado no veículo, o que lhe permite saber a cada momento a distância em que se encontram três pontos de controle para deduzir sua posição. Com essa informação, o veículo realiza, por si mesmo, as correções necessárias para seguir a trajetória definida.

Benefícios dos veículos guiados automatizados

– Silencioso

– Elétrico

– Flexibilidade e grande escalabilidade

– Projeto leve e econômico: economia de energia

– Precisão e velocidade nos movimentos

– Alto nível de segurança – Aumento do desempenho e da eficiência da planta.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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