Pagamento via tag chega à gestão de frotas para evitar fraudes nos abastecimentos

10/11/2023

Um dos principais desafios dos gestores de frotas comerciais e corporativas é combater as fraudes no abastecimento dos veículos. Seja a adulteração de combustíveis ou o uso do cartão para benefício particular, essas práticas, além de oferecerem riscos para a integridade das peças e do motor, causam prejuízo financeiro direto para as empresas. Para resolver essa situação, uma tecnologia adotada em diversas atividades está sendo aplicada, agora, para evitar condutas ilícitas nos postos: o pagamento via tag NFC.

A tecnologia existe desde 2002 e significa near field communication. Baseado na troca de informações entre dispositivos, sem a necessidade de cabos e fios, o pagamento por aproximação foi adaptado ao uso no abastecimento de veículos pela ValeCard, uma das maiores empresas desse segmento, que fornece soluções e inteligência para o gerenciamento de mais de 600 mil veículos de clientes de todas as regiões do Brasil.

“Após o abastecimento, o frentista faz a leitura da tag instalada no para-brisa do veículo, que contém o chip NFC. O sistema processa a transação, o motorista digita a senha na máquina e as informações vão diretamente para o sistema de gestão de frotas. Assim, gestores terão mais controle e segurança sobre as transações de abastecimento realizadas em milhares de postos em todo o país”, explica Brendon Rodrigues, Head de Inovação e Portfólio da ValeCard.

Controle de custos e eficiência


A Plataforma de Soluções de Gestão de Frotas 2024 da ValeCard traz outras novidades importantes para otimizar a operação de veículos de transportadoras e empresas de serviços.

Ainda na etapa de abastecimento dos veículos, o novo módulo de automatização de recolha de notas possibilita o registro de 100% de documentos fiscais dos postos credenciados. Dessa forma, as empresas poderão capturar integralmente os créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) a que têm direito — a legislação prevê dedução de 12% a 30% sobre o valor do abastecimento.

Outra funcionalidade importante para os gestores de frotas é a localização dos postos credenciados ao longo das rotas logísticas. Por meio do aplicativo Posto Parceiro, da ValeCard, é possível escolher entre cerca de mil estabelecimentos em todas as regiões do país. Apenas na Rodovia Dutra, que separa as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, há 21 postos credenciados, com condições e preços especiais.

Mas como os custos operacionais de frotas veiculares não estão restritos aos combustíveis, é necessário ficar atento a todas as etapas da atividade, em busca de oportunidades de otimização. Nesse sentido, a ValeCard também está lançando um novo módulo de business intelligence na sua plataforma de gestão de frotas. Uma equipe de consultores especializados acompanha os indicadores, em tempo real, e ajuda os gestores a determinarem objetivos e metas específicos para melhorar o desempenho da frota. Com essa abordagem abrangente e aprofundada, é possível, por exemplo, implantar ações de redução de emissões de CO2, planejar a manutenção preventiva e corretiva e acompanhar transações negadas e fora do padrão. “Com as despesas operacionais em alta, e a demanda cada vez maior por rapidez nas entregas de mercadorias e na realização de serviços in loco, a ordem do dia na gestão de frotas é controlar despesas e otimizar a operação. Isso foi o que buscamos no desenvolvimento do novo pacote de soluções para gestão de frotas da ValeCard”, diz Rodrigues.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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