Empresa de logística reduz 33% das devoluções com práticas sustentáveis

30/03/2023

Entregas cada vez mais efetivas, rápidas e verdes. Esse é o norte que o Grupo MOVE3 tem tornado real em ritmo acelerado. Boa parte do sucesso se relaciona com as práticas sustentáveis, que desde 2021 vêm sendo incorporadas em todas as plantas. No primeiro trimestre deste ano, o resultado foi a queda da taxa de insucessos para o e-commerce de 3% para 2%. Escalar na última milha trouxe outra conquista: as entregas sustentáveis foram ampliadas na malha, com mais 31.821 quilômetros abarcados por práticas ambientalmente adequadas.

“Ano a ano ampliamos as ações ESG, buscando mecanismo para mitigar e neutralizar nossas emissões de carbono, em arranjos que viabilizam a chegada das encomendas ao consumidor final da maneira menos impactante possível para o meio-ambiente”, diz Guilherme Juliani, CEO do grupo MOVE3. Cerca de 32% das 500 mil entregas diárias, feitas pela holding em todo o País, incluindo os 540 franqueados, são realizadas por alternativas ambientalmente adequadas.

Tornar a última milha mais sustentável é um dos desafios que, em 2023, se reforça nas empresas de logística. Esse trecho ― que cobre a última etapa da entrega, quando a encomenda sai do centro de distribuição e segue até o destinatário final ― evidencia o papel estratégico do segmento para encantar o cliente, que exige a entrega em um prazo cada vez mais apertado, muitas vezes no mesmo dia.

Para dar conta do desafio, a frota da holding inclui 250 veículos elétricos, entre caminhões, motos e bicicletas. “Para que essa dinâmica funcione bem, as dark stores, que são os centros de distribuição que se destinam às encomendas online, têm papel fundamental. Elas funcionam como hubs de armazenamento nos raios próximos das regiões de maior demanda, diminuindo e tornando mais veloz o trajeto até o consumidor final”, afirma Juliani. A centralização nas dark stores também viabiliza que boa parte das entregas sejam feitas de modo ainda mais sustentável: em bikes comuns ou a pé.

“No e-commerce, 70% são pequenos pacotes, o que viabiliza essas duas soluções. Em ambas, é importante que o gestor priorize as rotas mais curtas. Assim otimiza os ganhos e o tempo de deslocamento”, diz o CEO.

Outra ferramenta sustentável em plena expansão são os lockers, armários instalados em locais de grande circulação de pessoas, nos quais o operador logístico deixa a mercadoria e o comprador a retira usando um QR code. Já os pontos de retirada são outra estratégia verde, já que funcionam em lojas de comércio e serviços, como padarias, papelarias e lavanderias cadastradas, nos quais o cliente pode retirar o produto. Os donos desses estabelecimentos ganham atraindo mais consumidores para sua loja.

“Nosso carro deixa, por exemplo, 100 pacotes, em um locker ou ponto de entrega e não precisa rodar para ir a esses 100 locais. É menos carbono na atmosfera e menos trânsito”, explica Juliani, que conta com rede nacional de pontos de entregas e lockers no Rio e em São Paulo.

Quando as distâncias são maiores e as cargas mais pesadas, a eletrificação da frota aparece, cada vez mais, como a melhor opção. Além de poupar recursos – mantra na logística verde – os elétricos primam pela tecnologia. “Os caminhões elétricos, por exemplo, têm três vezes mais tecnologia embarcada do que os concorrentes a diesel e entregam monitoramento preciso”, diz o CEO.

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