Com novo calado operacional, TCP recebe primeiro navio com nova profundidade máxima

22/01/2021

Depois de ter o calado operacional ampliado, a TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, recebeu o navio Seaspan Osprey, do armador ONE. O navio tem 330 metros de comprimento, capacidade para 11.923 TEUs, é um dos maiores a atracar na costa brasileira e chegou a Paranaguá no último dia 13. Comumente, os navios que atracam no porto paranaense têm capacidade média de 9 mil TEUs.

Com origem na Ásia, o Seasoan Osprey partiu da Ásia onde escalou portos na China e Coréia do Sul, e segue para a Argentina e Uruguai, na região do Plata, com nova escala em Paranaguá. Entre os produtos de importação, estão equipamentos eletrônicos, painéis solares, partes e peças automotivas e produtos químicos; na exportação, os principais produtos são carnes congeladas, celulose, grãos e couro.

“Esse é o momento da materialização do esforço conjunto que a empresa fez com vários atores como a autoridade portuária, praticagem e Marinha do Brasil para aumentar a capacidade de Paranaguá. A TCP trabalha para se consolidar como um operador de classe mundial e um dos principais hubs marítimos da América do Sul e esse ganho é mais um passo em direção a esse objetivo”, explica Thomas Lima, diretor comercial da empresa.

NOVO CALADO

O novo calado operacional da TCP foi aprovado em dezembro de 2020, passando de 11,80 metros para 12,10 metros, um incremento de 30 centímetros. A nova medida vale para os berços 217 e 218, podendo ser ampliado para o berço 216, garantindo aos clientes maior disponibilidade e espaço para embarques.

“Para a ONE, o aumento de calado representa mais flexibilidade e agilidade operacional nos recebimentos dos grandes navios, além de possibilitar mais capacidade de movimentação. Certamente a parceria com a TCP tende a aumentar após este incremento de profundidade”, afirma Gláucio Vargas, gerente Comercial da ONE.

Para que a marca fosse possível, o Porto de Paranaguá passou por obras de dragagem de aprofundamento, realizadas entre os anos de 2017 e 2018. Em 2020, foram realizadas as aprovações junto a Marinha do Brasil, em um trabalho liderado pela Autoridade Portuária com auxílio da TCP e outros segmentos do Porto.

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