ULMA Handling Systems equipa hub logístico de fabricante de papel tissue na Argentina

13/07/2020

O hub logístico da Papelera Samseng, uma das três maiores fabricantes de papel Tissue da Argentina, está operando a plena capacidade e totalmente automatizado com projeto desenvolvido e executado pela ULMA Handling Systems. A planta é uma das mais modernas do seu segmento naquele país e está localizada no distrito industrial de Buenos Aires.

Atualmente com produção anual em torno de 50 mil toneladas de papéis Tissue (produtos para toilette, cozinha e multiuso) comercializadas dentro da própria Argentina, a Papelera Samseng deu início à automatização de sua área logística integrando-a à planta fabril, a partir de um plano de negócios que previa um crescimento nos próximos anos. Havia necessidade de levar a empresa a um novo nível de produtividade, flexibilidade e capacidade de armazenagem para atender à demanda do mercado, mas não havia espaço físico.

“Há alguns anos percebemos que a demanda futura nos traria um grande desafio ligado à capacidade de movimentar, armazenar e expedir um volume de produtos que já apresentava crescimento”, revela o gerente de projetos da Papelera Samseng, Carlos González. “Nos faltava espaço físico e avaliamos que investir em tecnologia e a sugestão de uma solução globalmente assimilada pareceu ser o melhor caminho”.

A experiência internacional de ULMA Handling Systems, somada à parceria com a japonesa Daifuku, foram determinantes na escolha da solução para a Papelera Samseng: o projeto proposto foi a construção de um novo armazém autoportante com 26 metros de altura, equipado com nove transelevadores e capacidade de estocagem de mais de 31 mil paletes.

Adicionalmente, o complexo está composto por duas linhas de entrada: a primeira, que conecta a área de produção com o armazém automatizado, conta com um sistema de STVs (Sorting Transfer Vehicle, veículos de transferência e sortimento) de seis veículos de alta performance para movimentação, classificação e coleta de itens em múltiplas estações. A segunda linha de entrada, apenas para matéria prima, é armazenada diretamente no armazém, empregando os transelevadores.

Alex Gutierrez, diretor de Operações para América Latina de ULMA Handling Systems, explica que existe uma diferença na dinâmica de movimentação desta instalação em que os paletes de produtos acabados entram pela entrada principal do armazém depois de passar pelo sistema de STVs, enquanto os paletes de matéria prima entram diretamente pela parte traseira do armazém automatizado. Dois dos transelevadores do sistema compartilham tanto as entradas quanto as saídas por ambos os lados do armazém.

“O sistema de armazenagem equipado com nove transelevadores de fundo duplo e o circuito de STVs satisfaz plenamente as necessidades de fluxo tanto da entrada das linhas de produção quanto a alta demanda da expedição da Papelera Samseng”, detalha Gutierrez. “Tudo isso comandado pela inteligência do Software de Gestão de Armazém (SGA) que dá suporte às operações diárias do sistema com objetivo de obter o maior rendimento global”.

O executivo reforça, ainda, que o projeto da Papelera Samseng foi desenhado para ampliar a produtividade dos fluxos logísticos em relação a sistemas convencionais e racionalizar a utilização do espaço disponível para estocagem de paletes, provendo total rastreabilidade dos produtos e eficiência na movimentação e manuseio dos materiais.

“A instalação logística abrange da armazenagem à expedição de paletes completos monorreferência para pedidos mutirreferência. Há também uma área de picking que, na qual o processo de preparação de pedidos é de grande simplicidade graças ao sistema Pick to Light”, detalha Gutierrez.

Como resultados, a Papelera Samseng comemora um salto positivo de qualidade em sua operação e nos negócios como um todo. O gerente de Projetos da empresa, Carlos González, destaca que a operação do novo hub logístico já está permitindo a armazenagem sistematizada e a expedição eficiente dos produtos, com redução drástica de erros na entrega.

“Estamos expedindo volumes maiores de produtos para os clientes e entregando com pontualidade. A mudança cultural na nova metodologia trabalho é algo que ainda estamos assimilando, mas posso dizer que já estamos nos beneficiando da organização e qualidade nas entregas de toda nossa linha de produtos”, encerra o gerente de Projetos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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