A Log Commercial Properties, desenvolvedora de ativos logísticos classe A no Brasil, anunciou o lançamento do Log 360, novo ecossistema voltado à oferta de soluções integradas para o setor de condomínios logísticos. A iniciativa amplia a atuação da companhia para além da construção, locação e venda de galpões, incorporando serviços, tecnologia, engenharia, gestão operacional e inteligência de mercado.
Segundo a empresa, o novo modelo foi estruturado como um conceito “guarda-chuva”, reunindo iniciativas já existentes e criando novas frentes de monetização na cadeia logística. O objetivo é ampliar a eficiência operacional dos empreendimentos, fortalecer a relação com clientes e investidores e diversificar as receitas da companhia por meio de serviços especializados.
“Esse movimento representa uma mudança importante na forma como enxergamos o futuro da Log. Ao longo de 18 anos construímos uma operação nacional, desenvolvemos inteligência operacional e uma expertise reconhecida pelo mercado. Agora, com a expertise que consolidamos, estamos transformando nossa forma de atuar, que vai além da construção, locação e venda dos empreendimentos”, afirma Sergio Fischer, CEO da Log.

Estrutura reúne serviços operacionais, tecnologia e gestão logística
O ecossistema do Log 360 reúne diferentes áreas voltadas à operação e administração de ativos logísticos. Entre os pilares apresentados pela companhia está a Log ADM, estrutura responsável pela gestão comercial e financeira de condomínios logísticos próprios e de terceiros.
Outra frente anunciada é o Log Shop, marketplace digital apoiado por inteligência artificial que conecta locatários a fornecedores homologados, oferecendo suporte operacional e atendimento digital. A companhia também estruturou uma área específica de Gestão de Obras, dedicada à execução de projetos de engenharia para terceiros.
Além disso, o modelo incorpora o CCO (Centro de Controle Operacional), central responsável pelo monitoramento remoto e pela segurança dos empreendimentos administrados pela companhia. Segundo a Log, a operação utiliza quase duas mil câmeras inteligentes para acompanhamento contínuo das operações.
O ecossistema inclui ainda áreas de Consultoria Imobiliária, Gestão de Facilities, Gestão de Energia, Gestão de Seguros, além do Log Social, braço voltado a iniciativas ESG e relacionamento com comunidades do entorno dos empreendimentos.
Já o Log SCS (Centro de Serviços Compartilhados) foi criado para centralizar e padronizar processos administrativos e operacionais da companhia.
Receitas de serviços cresceram no primeiro trimestre
De acordo com os dados apresentados pela empresa, a estratégia de ampliação da oferta de serviços já vem impactando os resultados financeiros da companhia. No primeiro trimestre de 2026, a Log registrou mais de R$ 8 milhões em receita líquida proveniente de serviços, crescimento de 93% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a empresa, cerca de 40% desse valor teve origem em serviços complementares, como intermediação de energia, seguros e soluções oferecidas via Log Shop.
A Log ADM encerrou o trimestre com 2,9 milhões de metros quadrados de ABL sob gestão. Desse total, 1,9 milhão de metros quadrados correspondem a ativos de terceiros, indicando a expansão da companhia também no mercado aberto de administração logística.
Log prepara nova gestora voltada ao mercado imobiliário logístico
Como parte da estratégia de expansão, a companhia também anunciou a intenção de criar a Log Capital, nova gestora focada exclusivamente no segmento imobiliário e logístico.
O processo de constituição e credenciamento será submetido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a Log, os requisitos regulatórios e estruturais já estão em estágio avançado de implementação, com previsão de protocolar o pedido nos próximos meses.
A nova estrutura deverá atuar tanto no desenvolvimento de empreendimentos quanto na gestão de ativos performados, com foco em veículos de investimento direcionados a investidores institucionais, plataformas de wealth management e investidores de fundos imobiliários.
O modelo prevê a venda de ativos maduros para fundos sob gestão da própria plataforma, mantendo os empreendimentos sob administração operacional e técnica da Log.
Para garantir independência operacional e alinhamento regulatório, a Log Capital terá governança segregada, equipe própria e escritório independente da sede da companhia. A expectativa é de que a operação seja iniciada ainda em 2026, após a conclusão do processo regulatório.
Atualmente, a Log Commercial Properties possui mais de 2,7 milhões de metros quadrados de ABL construídos em 51 empreendimentos distribuídos por 36 cidades brasileiras. A empresa projeta adicionar mais de 2 milhões de metros quadrados ao portfólio até 2028, com ritmo estimado de 500 mil metros quadrados de ABL por ano.








