DHL inaugura Centro de Inovação nas Américas para acelerar o desenvolvimento de novas soluções e aprimorar a logística

20/09/2019

A DHL está expandindo sua presença global em inovação para a região das Américas com a inauguração do seu Centro de Inovação das Américas, que aconteceu no dia 12 de setembro de 2019. Juntando-se ao Centro de Inovação da DHL em Troisdorf, próximo de Bonn, na Alemanha, e ao Centro de Inovação da DHL na região Ásia-Pacífico, em Cingapura, o Centro de Inovação das Américas exibirá tecnologias que a DHL já está implementando em toda a região, além de investigar soluções futuras que podem proporcionar ganhos significativos de produtividade e eficiência.

“A inovação é a força motriz da DHL desde a sua fundação, em 1969”, disse Ken Allen, CEO da DHL eCommerce Solutions e membro do Conselho de Soluções & Inovação para Clientes do grupo Deutsche Post DHL. “Agora, com três Centros de Inovação em todo o mundo, a DHL pode alavancar o poder da inovação para atender aos clientes e desempenhar um papel fundamental na definição do futuro da logística. A DHL é uma organização que prioriza a renovação de ideias para oferecer excelência, e eu tenho muito orgulho de termos agora essa plataforma nas Américas para estender esses recursos a parceiros em sua própria região”.

A instalação de última geração com 28.000 pés quadrados oferece um espaço colaborativo para a DHL trabalhar com seus clientes, parceiros de tecnologia e acadêmicos, além de explorar o potencial inovador de seus colaboradores. A inauguração do novo Centro de Inovação nas Américas é o ponto alto da celebração dos 50 anos de DHL neste ano. O evento de abertura atraiu mais de 300 convidados, incluindo líderes do setor de tecnologia e logística, clientes de toda a região, autoridades locais e a liderança sênior da DHL.

“A inovação permite à DHL estar na vanguarda das soluções mais inovadoras do setor de supply chain”, disse Matthias Heutger, Head Global de Inovação e Desenvolvimento Comercial da DHL. “Os Centros de Inovação são o núcleo da nossa abordagem de inovação centrada no cliente. Eles fornecem a plataforma para que possamos entender as tendências que surgem e descobrir insights com o potencial de gerar impactos nos negócios do mundo real. A DHL foi o primeiro player do setor a utilizar robôs coletores, por exemplo, em armazéns norte-americanos. Os robôs autônomos utilizados para auxiliar a coleta de pedidos podem aumentar as taxas de coleta em até 200% – algo bastante significativo em um ambiente de comércio eletrônico globalizado e em rápida expansão”.

As três unidades de negócios da DHL que operam nas Américas e no Brasil estão comprometidas em investir nos próximos anos no desenvolvimento e na adoção de novas tecnologias que sejam capazes de melhorar as operações, aprimorar a experiência do cliente, reduzir os custos e facilitar melhores processos de trabalho para seus colaboradores.

Como líder mundial em logística, a DHL avalia continuamente soluções inovadoras centradas no cliente, já implementando uma série de tecnologias avançadas para aumentar a produtividade, reduzir os custos e atender melhor às necessidades dos clientes em constante evolução. Por exemplo, a DHL Supply Chain, unidade especializada em contratos logísticos do grupo Deutsche Post DHL, já registrou aumentos significativos de produtividade – especialmente na alta temporada – resultantes do emprego de várias soluções robóticas, incluindo veículos autoguiados capazes de transportar mercadorias entre armazéns, robôs móveis que facilitam o atendimento de pedidos em operações de comércio eletrônico e robôs colaborativos projetados para ajudar em tarefas repetitivas, como a coleta e a embalagem de produtos. Como parte do seu compromisso de investir em novas tecnologias, a DHL Supply Chain divulgou em novembro passado que investiria US$ 300 milhões em 2018 e até o fim deste ano para implantar tecnologias emergentes em 350 de suas 430 instalações e torres de controle de transporte na América do Norte. A empresa também está investindo no desenvolvimento de uma nova plataforma digital para gerenciar suas operações de transporte.

A DHL Express, empresa líder internacional em entregas expressas, continuará a agregar mais automação a seus hubs, gateways e centros de serviços regionais, introduzirá a robótica para ajudar no carregamento/descarregamento de remessas, expandirá o uso da IA e do machine learning para melhorar a otimização de rotas, aplicará a automação de processos repetitivos para as tarefas de cobrança, bem como continuará adicionando ferramentas de chatbots e reconhecimento de voz para reservas, rastreamento de pedidos e melhor atendimento ao cliente.

A DHL Global Forwarding, principal especialista em transporte aéreo e marítimo do mundo, está trabalhando com uma tecnologia aprimorada para rastrear embarques e gerenciar cargas sensíveis à temperatura, além de implementar a automação de armazéns com rastreamento RFID para monitorar a localização das cargas, a consolidação dos embarques e os cronogramas estabelecidos. A DHL Global Forwarding lançou ontem uma nova ferramenta avançada de análise de dados projetada para clientes com cargas altamente sensíveis, como os setores de medicamentos e saúde. Ela fornece análises e insights rápidos para uma melhor tomada de decisão, como as rotas comerciais ideais a serem utilizadas, a verificação dos controles de temperatura em trânsito e a capacidade de analisar e reduzir riscos. Assim como a DHL Express, a DHL Global Forwarding está usando a realidade virtual para programas de treinamento de funcionários em vários países das Américas.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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