Leo Madeiras aumenta produtividade utilizando equipamentos da Jungheinrich com baterias de lítio

29/07/2019

Empresa de varejo focada principalmente no profissional da marcenaria, a Leo Madeiras possui 90 lojas em todo o Brasil. Seu Centro de Distribuição, localizado na Vila Anastácio, região oeste de São Paulo, atende as vendas realizadas pelas lojas físicas, reabastece as lojas que possuem estoque próprio e o e-commerce, operando ininterruptamente, com maior movimentação no período noturno. Por dia, são carregados cerca de 300 veículos e manuseadas 450 toneladas de produtos, como chapas de madeira, ferragens, máquinas e acessórios.
Com essas informações, já é possível ter uma ideia dos desafios logísticos enfrentados pela empresa. O diretor de logística, Silvio Fernandes, explica que foram, basicamente, quatro fatores que levaram a Leo Madeiras a buscar novas soluções em equipamentos elétricos para movimentação de materiais: nível de ruído, poluição ambiental, número de avarias e ergonomia do operador.
“Antigamente, a Vila Anastácio era uma região industrial. Com o passar do tempo, foram construídos vários edifícios e o local acabou se tornando predominantemente residencial. Assim, as reclamações de barulho se tornaram inevitáveis. Queríamos ter um status diferente com nossos vizinhos”, conta Fernandes.
Havia, também, um problema bastante sério dentro da operação. “Trabalhávamos num galpão fechado, com empilhadeiras a combustão, totalmente fora do padrão que gostaríamos de ter, sem falar da preocupação com as salas de baterias, que precisam seguir as normas à risca. Nosso pessoal era bastante relapso em relação à manutenção com os equipamentos elétricos que tínhamos.”
Outro desafio era a respeito da carga. A Leo movimenta chapas de MDF frágeis e sem embalagem, com 2,75 metros de comprimento por 1,74 metro de largura, pesando 75 quilos. Com um corredor de 3,20 metros de largura e uma empilhadeira contrabalançada a combustão transportando a chapa no sentido maior, era grande o desafio diário em busca de produtividade e redução de avarias.
Os operadores precisavam, também, fazer um movimento a mais para retirar as chapas das prateleiras e colocar sobre o garfo da empilhadeira. Sem falar nos afastamentos, por exemplo, por dores na coluna e nos joelhos. Enfim, ainda tinha a questão da ergonomia.
A empresa, então, buscou uma solução no mercado para resolver esses desafios. “Fui até a Jungheinrich e mostrei nossa intenção. Vi alguns prospectos, como de umas transpaleteiras diferentes com plataforma e sistema pantográfico com alcance de 1,20 metro, que nos possibilita fazer picking no segundo nível, evitando esforço do operador”, conta Fernandes.
Assim, após testes e adaptações realizadas na Alemanha, a Leo Madeiras adquiriu os equipamentos com bateria de lítio, tendo, hoje, cerca de 30 unidades, entre transpaleteiras e empilhadeiras contrabalançadas elétricas.

Resultados
Os primeiros ganhos com as novas máquinas foram a redução de ruídos e a eliminação de problemas com a vizinhança. “O nível de ruído, que chegou a 57 decibéis, hoje está em 50 decibéis, isso ainda em função dos caminhões no pátio”, expõe Fernandes. Outro ganho foi a redução significativa da emissão de gás carbônico.
Com relação aos operadores, os problemas também foram resolvidos. Hoje, a paleteira fica ao lado do local de picking. Da mesma forma com que o operador retira a chapa de MDF da prateleira, ele a coloca na selecionadora. “Isso fez uma diferença enorme e permitiu a redução de 25% nos riscos de avarias. O movimento a menos gerou uma produtividade ao redor de 20% e isso significa menos equipamento rodando e maior rendimento por dupla de trabalho”, ressalta. Além de os novos equipamentos serem mais compactos, também são mais fáceis de usar, reduzindo significativamente o absenteísmo e os custos com folha de pagamento.
Em se tratando das baterias de lítio, algumas das vantagens são: não necessita de manutenção, nem de sala de baterias; podem ser feitas recargas intermediárias, em pausas como almoço ou jantar; e o descarte é ambientalmente responsável. Fernandes também ressalta que se há algum problema com os equipamentos, a Jungheinrich, em menos de 12 horas, está dentro da Leo para resolver o problema e liberar a máquina.
De acordo com o diretor de logística, num primeiro momento, a quebra de paradigmas foi uma grande dificuldade nessa mudança, mas a experiência valeu a pena. “O equipamento em si custa mais caro, mas colocamos todos os ganhos no papel e realmente conquistamos redução de custo no geral”, revela.
A mais recente novidade é que a Leo Madeiras está construindo um novo CD em Cajamar, SP, aumentando a área de 25 mil para quase 60 mil, já configurada para os novos equipamentos.

Veja no QR Code o VÍDEO de demonstração do case.
https://youtu.be/LDPHb-l-az8

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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