O novo conceito de entidades

18/05/2018

A Reforma Trabalhista trouxe ao Brasil uma nova realidade na relação das empresas e dos colaboradores – o país precisava passar por mudanças para o benefício dos próprios trabalhadores, pois a “indústria da justiça do trabalho” que se instalou não beneficiava mais empregados e nem mesmo empresas, criando, assim, um ambiente de desequilíbrio.
Faço questão de ressaltar essas primeiras palavras para demonstrar que as coisas mudaram, inclusive na forma em que as entidades, laborais e patronais, representam os seus associados. A estrutura de representação permanecerá, as bandeiras macros e institucionais também, mas com o fim da obrigatoriedade das contribuições as entidades que sobreviverão conseguirão fazer isso pelo convencimento, e boa parte desse trabalho se dará na área de prestação de serviços.
No caso do SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região não está sendo diferente, estamos trabalhando no fortalecimento de uma gama de novos serviços e no aprimoramento de vários outros que já existiam.
Atualmente fornecemos 22 serviços, dessa forma, ofertando ao mercado soluções especializadas para contribuir com a gestão das transportadoras de cargas.

Transportadora associada ao SETCESP é transportadora mais rentável!
No SETCESP as empresas podem buscar soluções especializadas para o transporte rodoviário de cargas, como, por exemplo, consultoria nas áreas jurídica, trabalhista, tributária e criminal, inclusive em relação ao roubo ou furto de carga prestamos assistência nas delegacias quando um transportador for vitimado. Na entidade, as empresas também se unem para comprar insumos para os seus negócios com condições mais vantajosas, através do nosso Clube de Compras.
A consultoria na área operacional fornece planilhas referencias de custos das operações para o transportador saber se a sua tarifa cobre pelo menos os principais custos da sua empresa, informações completas sobre grandes polos recebedores de mercadorias, como Centros de Distribuições e Shopping Centers, com informes sobre a própria operação nesses locais, e mais do que isso, possui equipes que atuam in loco ajudando e orientando os transportadores para melhor servirem seus clientes e alavancar a sua produtividade.
Oferecemos uma inovadora grade de treinamentos e cursos voltados para a gestão das transportadoras que não são oferecidos em nenhum outro local, além da ULT (Universidade Corporativa de Logística e Transporte), que conta com um curso de um ano com especializações na área de gestão de toda uma empresa de transporte de cargas.
Conseguimos, através das negociações trabalhistas e em parceira com as 12 entidades laborais da nossa base, uma das mais enxutas convenções coletivas do Brasil, ofertando aos transportadores a opção de adotarem as suas próprias escolhas, mas ofertamos também ferramentas importantes aos nossos associados, como o banco de horas e as 4 horas extras da jornada do motorista, de acordo com a Lei 13.103 de 02 de março de 2015.
E o trabalho não para por aí, no SETCESP é possível encontrar o Laboratório de Inovação, que tem dois objetivos. O primeiro é criar um ecossistema para abrigar empreendedores e startups que tenham soluções para a melhoria da produtividade dos transportadores nas áreas operacional, comercial e administrativa, propiciando a eles espaço de coworking, oportunidade de participar dos nossos eventos e de desenvolver as suas soluções na prática dentro das transportadoras. E em segundo, as empresas de transportes encontram um grande espaço com novas tecnologias, ou seja, as empresas que não têm a possibilidade de investir em inovação encontram no SETCESP uma série de startups que podem revolucionar os seus negócios e podem escolher qual a melhor opção para a sua empresa e, em um primeiro momento, desenvolver essas ferramentas e as suas integrações de forma gratuita.
Além de tudo isso, o SETCESP continua na batalha para melhorar o abastecimento urbano da grande região metropolitana de São Paulo com 12 grandes propostas. Trabalhamos, também, na melhoria do ambiente legislativo contra o roubo de cargas, na implementação da Reforma Trabalhista, na luta por uma carga tributária mais justa, entre outras grandes bandeiras para que o setor possa servir o Brasil com mais eficiência e segurança.
Ofertamos muitos outros benefícios que fazem a diferença no dia a dia das empresas de transportes de cargas. Venham nos conhecer e vamos juntos contribuir com o desenvolvimento econômico do nosso país.
Conheça melhor os serviços do SETCESP em www.setcesp.org.br.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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