Lift-Tek aposta no Brasil e é a única fabricante de torres para empilhadeira do país

01/02/2018

Única fabricante de torres para equipamentos de movimentação e armazenagem do país, a Lift-Tek Brasil (Fone: 19 2107.7408) iniciou suas operações em 2015, na cidade de Indaiatuba, SP. Parte do grupo italiano Calvi, fabricante de perfis de aços especiais, e subordinada à Lift-Tek dos Estados Unidos, a empresa fabrica produtos para as mais diversas marcas de equipamentos, como mastros para corredores estreitos, terrenos abertos e carregadores telescópios, bem como movimentadores laterais integrados e posicionadores de garfo. São mais de mil tipos diferentes, além de produzir também sob demanda, com medidas customizadas.
Fernando Cervelini, diretor de operações, conta que o interesse pelo país se deu por seu grande potencial. “As importadoras de empilhadeiras trazem as máquinas de outros países sem as torres e nós as fabricamos em cerca de 15 dias, de acordo com o pedido do comprador, otimizando o tempo de entrega e tornando a importadora mais competitiva”, explica.
Para Cervelini, as perspectivas para 2018 são positivas. A empresa espera aumentar sua participação no mercado de empilhadeiras presentes no país de 0,7% para 5%.

Por dentro da empresa
A Lift-Tek Brasil possui 15 funcionários e tem capacidade para produzir 10 torres por turno – atualmente, trabalha com um turno. O processo de fabricação é próprio e envolve corte, dobra, usinagem, pintura e solda, nova pintura, montagem e testes. Entre as inovações está o uso de um robô para solda.
As vigas das torres são importadas dos Estados Unidos ou da Alemanha (das empresas do grupo Calvi). Os perfis, as correntes e os rolamentos vêm de diferentes países; já os cilindros e todos os acessórios são nacionais.
“Oferecemos um excelente valor agregado, pois fabricamos e acoplamos as torres às máquinas, podendo entregá-las prontas na empresa ou diretamente no comprador”, acrescenta Cervelini. Entre seus clientes estão a Combilift, a BYD e a Kion (que adquire peças da marca para montar suas torres no país). “Os dealers – vendedores de empilhadeiras – também são prospects, temos interesse nesse mercado”, acrescenta.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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