Madeiranit adquire empilhadeiras multidirecionais da Combilift

23/01/2018

A Madeiranit, referência nos mercados de construção civil e moveleiro pela ampla gama de produtos que comercializa para esses segmentos, acaba de adquirir três empilhadeiras multidirecionais C5000 para operar em seu novo centro de distribuição de 20 mil m2 localizado na cidade de Agudos, SP. A empresa, que tem 1.200 funcionários e está presente em cinco estados, é cliente Combilift (www.combilift.com.br) desde o ano de 2010 e já conta com 12 equipamentos operando em suas 14 lojas, totalizando com a nova aquisição 15 equipamentos.

As dimensões das placas de MDF armazenadas e movimentadas nas instalações da Madeiranit – 1.840 metros de largura e 2,75 metros de comprimento – levaram a um de seus sócios, Moacir Tadeu Pinto, a uma busca de um ano pelo equipamento que melhor atenderia à operação considerando essa particularidade e sem comprometer a área de armazenagem, já que as lojas estão localizadas dentro de cidades e não teriam layout modificado. Cada loja tem, em média, 6.000m2 de área, corredores entre 4 e 4,5 metros de largura para movimentação das placas longas e estruturas porta paletes de 6 metros de altura, onde as placas de MDF são estocadas.

“Além da carga longa a ser movimentada e elevada para ser estocada em estruturas porta paletes, outro ponto importante era a manutenção da área de armazenagem que não seria alterada. Acabamos obtendo um ganho extra: aumentamos em 40% a capacidade de armazenagem nas lojas, graças à operação da multidirecional”, destaca Tadeu, explicando que antes das multidirecionais serem adquiridas a partir de 2010, a empresa fazia uso de empilhadeiras convencionais que agora são utilizadas apenas em alguns casos.

A empilhadeira Multidirecional C5000 tem capacidade para movimentar-se 360º (em todas as direções) de forma rápida e suave, em espaços abertos e fechados e em qualquer condição de piso e na Madeiranit eleva cargas de 5 toneladas a 3,30 metros e de 2,5 t a 6 metros. Além de fácil manobrabilidade, está disponível com motores diesel, GLP ou elétrico – no caso da Madeiranit são 14 a diesel e 1 GLP.

O sócio da Madeiranit comenta que uma das coisas que chamou sua atenção no processo de escolha é que o mercado é resistente a equipamentos importados e com design diferenciado como o da Multidirecional C5000, mas que foi objetivo em sua avaliação e desde então vem adquirindo equipamentos e ampliando sua frota.

“Tenho equipamentos com 15 mil horas trabalhadas e sem problemas de manutenção, que um bom profissional mecânico pode fazer quando necessário, não estamos presos à Combilift. Nossos operadores se adaptaram facilmente à operação do equipamento e aos recursos oferecidos, foi uma quebra de costumes entre nosso pessoal”, destaca. “As multidirecionais são empilhadeiras econômicas no consumo e mesmo sendo mais caras no ato da aquisição, em comparação a máquinas convencionais o valor não é tão distante, uma média de 30% de diferença. É um equipamento viável e que faz a diferença em nosso processo de movimentação e armazenagem”, encerra.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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