Maior encontro da cadeia de abastecimento do país será o palco do lançamento de nova empilhadeira da Crown Equipment

09/08/2016

No ano em que comemora 35 anos de existência, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) realizará o maior encontro da cadeia de abastecimento do país. O ENACAB – Encontro Nacional da Cadeia do Abastecimento reunirá, entre os dias 08 e 10 de agosto, representantes da indústria, agentes de distribuição e do varejo independente. A Crown Equipment Corporation, uma das maiores empresas de movimentação de materiais do mundo, participará, pela primeira vez, desse evento.

Para Rafael Arroyo, Gerente de Marketing da Crown, “estar em um evento desta importância é fazer parte de um setor que acredita no Brasil e valoriza a logística como fator primordial para o desenvolvimento”. “Exatamente por isso, por essa importância do setor atacadista, é que faremos o lançamento de um produto novo, projetado especialmente para este segmento, durante o ENACAB”, completa.

A Crown Série MPC 3000, que será lançada oficialmente durante o evento, foi desenvolvida para operações de transporte de cargas e seleção de pedidos em centros de distribuição, atacadistas e supermercadistas. Com uma velocidade de deslocamento de até 12,5km/h, capacidade de carga de 1200kg e elevação máxima até 4,3 metros, a Série MPC 3000 combina todos os benefícios de uma selecionadora de pedidos com as vantagens de uma empilhadeira contrabalançada. A adaptabilidade desta empilhadeira significa que é adequada para utilização em uma ampla variedade de armazéns.

A série MPC 3000 combina muitas características em uma só empilhadeira, permitindo ao operador realizar uma grande variedade de tarefas. Ela está equipada com mastros de elevação alta, ideais para a seleção de pedidos, recebimento/expedição, transporte por longas distâncias, reposição e blocado. Devido ao seu design de contrabalançada, as empilhadeiras não têm braços de carga, de forma que podem operar em proximidade com o maquinário, empilhar paletes blocados em 4 vias e manobrar em áreas estreitas ou congestionadas com eficiência e segurança e sem entraves.

A nova empilhadeira multiuso combina um design de mastro de alta elevação estável com garfos ISO ajustáveis contrabalançados sem obstruções de braços de carga. Esta combinação permite à empilhadeira erguer cargas à plena capacidade (centro da carga: 600 mm) por toda a altura do mastro. E graças à construção aninhada do mastro de viga em I, além do transporte de garfos plenamente visível e proteção superior, os operadores têm um campo de visão praticamente desobstruído para a frente e para cima, de forma que podem posicionar os garfos e cargas rapidamente. O controle sensível de elevação proporciona ao operador o ajuste da velocidade de subida dos garfos, com precisão e segurança. Botões de elevação/descida opcionais no encosto oferecem pontos de visualização ainda melhores para o posicionamento de cargas – dentro e fora da empilhadeira.

A Série MPC 3000 está disponível com mastro não-retrátil (1780 milímetros de altura de elevação), mastro simplex (4200 mm) ou com um mastro duplex (4300 milímetros).

O ENACAB – Encontro Nacional da Cadeia do Abastecimento – acontece entre os dias 08 e 10 de agosto, no São Paulo Expo.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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