DHL assume 100% da gestão de armazenagem da Pernod Ricard no Brasil

02/08/2016

A DHL Supply Chain, líder mundial em logística, armazenagem e distribuição, que já tinha parcerias no México e mesmo no Brasil, assumiu em julho 100% da gestão de armazenagem da Pernod Ricard no Brasil. Multinacional de origem francesa, a Pernod Ricard é uma das maiores empresas de bebidas alcoólicas do mundo. Além do Centro de Distribuição (CD) de Louveira (interior de São Paulo), a DHL passou a operar também a logística in plant de Resende (RJ) e Suape (PE). O trabalho da DHL abrange a gestão do almoxarifado de insumos, o abastecimento das linhas de produção e a gestão do CD de produtos acabados.

De acordo com Maurício Almeida, diretor de operação da DHL Supply Chain Brasil, “a operação de armazenagem da Pernod Ricard em Resende e Suape era feita por outro operador logístico e também parte pela própria Pernod Ricard. Neste novo desenho, a gestão e operação da armazenagem foram consolidadas com a DHL, proporcionando assim a captura de sinergias e o aprimoramento de processos. Com isso, pudemos contribuir inclusive com o planejamento de produção e balanço de inventário geral dos produtos da Pernod Ricard”.

Para a Pernod Ricard Brasil, a implantação do projeto significa mais que uma simples transição de Operador Logístico com aumento de escopo. A iniciativa tem a capacidade de sincronizar várias áreas da Pernod Ricard Brasil, agregando inteligência entre os CDs, gestão em almoxarifado e abastecimento da linha de produção. No novo desenho logístico, tanto em Resende quanto em Suape, a DHL recebe os insumos da fábrica, faz a gestão do almoxarifado e abastece a linha de produção. A DHL é a única responsável pela gestão dos produtos acabados, desde a retirada da linha de produção, armazenagem até o carregamento dos caminhões (cujo destino pode ser o CD em Louveira ou clientes finais).

Considerando os dois novos CDs e o de Louveira, a DHL irá administrar cerca de 15 mil posições pallets, abarcando todo o portfólio de produtos da Pernod Ricard no Brasil, como vodcas, whiskies, runs, espumantes e conhaques. O diretor de operações da DHL Supply Chain Brasil completa que “a gestão de performance e de segurança da DHL foram fatores decisivos para a contratação. Temos um compromisso de desenvolvimento contínuo de processos, resultando em ganhos de eficiência, seja pela redução de custos, seja pelo aumento da eficiência, a medida que a operação amadurece. Desta forma, facilitamos o processo de expansão do cliente”. A mensuração do desempenho, bem como gestão da operação como um todo, é suportada pela plataforma tecnológica de gestão de armazenagem. A platafor ma é aplicada amplamente em todo o mundo, tendo comprovada sua eficiência na gestão de grandes volumes de itens e com alto nível de fracionamento. O sistema terá interface direta com os sistemas da Pernod Ricard possibilitando a visibilidade de todo o processo, ajustes de inventário e geração de relatórios gerenciais – base para o desenvolvimento contínuo.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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