Scania e Cunzolo apresentam o guindaste de maior capacidade de carga da América Latina

18/07/2016

A Cunzolo encontrou na Scania a parceria ideal para oferecer a seus clientes um guindaste articulado com capacidade de 40 toneladas de capacidade de carga, que o torna único na América do Sul. Para formar o conjunto, avaliado em R$ 1,5 milhão, foi escolhido o caminhão fora de estrada Scania G 440 8×4, adaptado para receber o guindaste modelo F1950 da italiana Fassi. O negócio foi realizado pela Casa Scania Codema.

“Mais uma vez a Scania prova o quanto oferece as soluções mais completas ao mercado. Somos a única fabricante a disponibilizar um produto para esse novo segmento e ter a capacidade de adaptar tudo o que esse conjunto caminhão-guindaste necessita, sem perder a garantia”, afirma Victor Carvalho, diretor de Vendas de Caminhões da Scania no Brasil. “Trata-se de uma venda emblemática, fruto de um grande trabalho de engenharia e parceria entre as empresas para encontrar a configuração perfeita. Os clientes da Cunzolo ganham um equipamento exclusivo, que propicia muitos benefícios para seus negócios.”

“Encontramos na Scania a única fabricante capaz de atender a tudo o que necessitávamos. Manter a garantia após todas as adaptações foi um diferencial fundamental, além do chassi reconhecidamente reforçado, que permitiu receber um equipamento tão potente. Apenas a Scania chegou ao patamar de exigência de robustez que desejamos”, diz Marcos Cunzolo, diretor comercial da Cunzolo, tradicional empresa de prestação de serviços para movimentação de cargas e acesso em altura, por meio do fornecimento de guindastes, empilhadeiras, transporte rodoviário e plataformas aéreas. “Historicamente, a Cunzolo é famosa pela inovação. Novamente, estamos antecipando um movimento no mercado, criando uma tendência. Temos certeza de que haverá uma forte migração para esse novo nicho que nasce com a chegada do guindaste articulado de 40 t.”

A grande capacidade de carga e o alcance (42 metros de altura com o cesto aéreo, já homologado pela recente norma NR12) desse novo caminhão-guindaste impressionam no mercado, pois os concorrentes mais próximos comportam 25 toneladas de peso e atingem 30 metros de altura, respectivamente. “É quase 60% a mais de tonelagem, com um caminhão muito mais robusto, econômico e eficiente. E sua envergadura e dimensões reduzidas trazem várias vantagens para nossos clientes em diversos tipos de demanda. Além de outro destaque que são os 36 metros de alcance horizontal”, explica Cunzolo.

Outros diferenciais destacam o produto na América Latina: a possibilidade de atuar com a lança baixa (zero grau), também em 360º e em quaisquer dimensões de espaço, e sistema de trabalho com controle remoto total. O tamanho reduzido do conjunto caminhão-guindaste permite acessar áreas que um dispositivo telescópico não conseguiria, pois trabalha em estruturas de qualquer altura sem a necessidade de desmontar telhados (gerando mais economia e segurança para os clientes), por exemplo, em substituições de pontes rolantes.

Detalhado trabalho de engenharia

Quando pensou em trazer para o mercado nacional um guindaste articulado de 40 toneladas de capacidade de carga, a Cunzolo fez uma pesquisa na Europa. A Fassi indicou a Scania, que já tinha um caminhão adaptado na Holanda. A partir daí as três empresas iniciaram as conversas. Todo o processo durou um ano para que o caminhão-guindaste estivesse corretamente homologado dentro das leis nacionais e totalmente adaptado para o trabalho.

A Scania trouxe toda a experiência da Europa para desenvolver essa solução no Brasil. Pelo fato de o chassi Scania ser produzido em sistema modular global, a adaptação ideal foi facilmente obtida, e a Cunzolo não precisou importar o caminhão. Na fábrica da Scania em São Bernardo do Campo (SP), o veículo já saiu preparado para receber a carroceria Fassi, com todas as adequações específicas feitas na longarina, da mesma forma que na Europa.

A Scania cumpriu todas as necessidades apontadas pela Cunzolo. Instalou duas tomadas de força para propiciar acionamento de todo o sistema hidráulico, oferecer tecnologia eletrônica para a comunicação e o gerenciamento remotodo veículo sem a necessidade de entrar na cabine, realizar pesagens no caminhão durante e depois da finalização do projeto e pintou o caminhão em sua cor especial padrão. Para finalizar a estrutura externa, a Scania também permitiu a instalação dos sistemas de patolas na dianteira (diferencial da marca), intermediária e traseira, também sem a perda da garantia.

Potencial de mercado

O Scania G 440 8×4 com guindaste F1950 Fassi, da Cunzolo, é ideal para atender as indústrias da aviação, aeronáutica, química, de papel e celulose, automotiva, metalúrgica e siderúrgica. Em razão de a economia brasileira passar por um momento de desaquecimento, Marcos Cunzolo projeta aumento de 2% a 3% de faturamento com o novo produto de sua frota. “Mas cresceremos de 5% a 7% assim que o mercado voltar à normalidade. As expectativas são muito promissoras”, revela.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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