Manserv desenvolve projeto que aumenta em 400% a produtividade do carregamento interno de suprimentos

29/06/2016

A eficiência na logística de entrega de equipamentos em áreas de trabalho é um importante passo para a melhoria de todos os processos posteriores na cadeia produtiva. Atenta a essa questão, a Manserv, desenvolveu um estudo inovador que permitiu a um de seus clientes, uma empresa do setor médico instalada em São José dos Campos, no interior paulista, alcançar um ganho em produtividade de 400% no processo.

Aplicando a metodologia PDCA (em inglês – Plan / Do / Check / Action) a empresa constatou que o seu cliente possuía deficiência no transporte de materiais, peças e ferramentais em locais distantes da oficina e base de atuação. Ao todo, o percurso para a coleta e distribuição dos materiais de manutenção predial, civil e elétrica nos locais era de 22 km, feito até então em quatro horas. O ganho de agilidade nesse processo para apenas uma hora, com o mesmo caminho percorrido, se deu com a inclusão de um veículo elétrico em substituição ao carro manual puxado por esforço humano.

“Além da melhoria no tempo total de coleta e distribuição, é importante ressaltar a melhoria da exposição aos riscos. Para carregar e mover o veículo, o colaborador necessitará de um esforço bem menor, além de não precisar conduzi-lo com o auxílio da força”, disse o Diretor Geral de Facilities da Manserv, Ricardo Moreira.

Segundo o executivo, para operar o veículo o almoxarife é devidamente certificado e treinado, inclusive para o seu manuseio e carregamento elétrico. “O investimento total do investimento, incluindo o equipamento e a capacitação foi de R$ 56 mil. Somente de saving anual, o projeto alcança economia de R$ 39 mil, aliando assim, eficiência e economia em uma única ação”, completou.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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