Maio conquista recorde histórico de movimentação

16/06/2016

O mês de Maio de 2016 teve um desempenho recorde de movimentação no complexo do Porto do Rio Grande. O setor de estatística concluiu a análise dos dados que destaca o grande fluxo de mercadorias que no acumulado do ano (janeiro a maio) fez o porto ter crescimento de 8,9% quando comparado ao ano passado. Apenas em Maio foram mais de 4,2 milhões de toneladas, sendo o maior número já registrado na história do Porto.

“A Superintendência está diariamente em contato com os terminais, acompanhando o processo portuário, principalmente no período da safra. Estamos com um rendimento extraordinário mostrando a força do nosso complexo que trabalha com agilidade e eficiência”, afirma o diretor-superintendente Janir Branco. Em maio foram movimentadas 4.245.768 toneladas, o maior número já registrado para um único mês. Em 2015, apenas abril e agosto superaram quatro milhões de toneladas sendo que nenhum deles alcançou a marca atual.

Considerando apenas o mês de maio de 2016 com 2015, a carga geral teve incremento de 46% enquanto os graneis sólidos subiram 21,8% e os líquidos 4,5%. Destacam-se no período, o complexo soja (farelo, óleo e grão) teve aumento de 27,4% passando de 1.704.530 para 2.172.300 toneladas. Os containers também tiverem crescimento de 6,7% no mês totalizando mais de 62 mil TEUS. A China foi o principal destino das exportações enquanto o Marrocos foi o líder das importações.

No acumulado do ano, entre janeiro e maio, o Porto do Rio Grande registra aumento de 8,9% quando comparado ao ano de 2015. “A carga geral reforçada pela celulose, toras de madeira e carga viva tem tido um ótimo desempenho no complexo”, afirma o diretor-superintendente. A Carga Geral teve incremento de 43,6% e os graneis líquidos de 7%. O Granel sólido teve queda de 2% no acumulado.

Nos granéis sólidos, o arroz tem obtido resultado positivo de movimentação. Seja em container ou não, o arroz passou de 542 mil para 690 mil toneladas, com aumento percentual de 27,3%. O desembarque de cevada teve incremento de 34,4% totalizando 59 mil toneladas em 2016. O desempenho negativo dos sólidos é impulsionado pela queda na movimentação do trigo (-45,5) e do milho (-12%).

“A Superintendência está atenta ao mercado. Comemoramos o bom desempenho do mês de maio e estamos conversando com os setores produtivos, com os terminais e operadores portuários para trabalharmos com uma situação próxima do real dos próximos meses. Bater recorde histórico em ano de crise mostra que nosso porto continua sendo uma opção competitiva no mercado”, conclui Branco. Até maio de 2016, a China foi o principal destino das exportações enquanto a Algéria foi o principal país a enviar produtos ao porto. Até o momento foram 1.282 viagens de embarcações que passaram pelo complexo portuário.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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