Codesp assina contrato para início da dragagem no Porto de Santos

01/04/2016

O contrato para prestação de serviço de dragagem de berços no Porto de Santos foi assinado na manhã desta quarta-feira (30.03), em Brasília, pelo presidente da Codesp, Alex Oliva, pelo diretor de engenharia, Antonio de Pádua de Deus Andrade e pelo diretor da empresa Dratec Engenharia Ltda, Márcio Brando Batalha, na presença de demais diretores da Codesp.  Na sequencia,  o ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, assinou a ordem de serviço autorizando o início dos trabalhos.  O serviço de dragagem de berços é indispensável para manter as profundidades nos trechos de cais, permitindo otimizar a capacidade de transporte das embarcações e ampliando a produtividade das operações.

Após a assinatura, o presidente da Codesp, Alex Oliva, explicou que os serviços serão iniciados após respectivas liberações e destacou a importância da retomada da atividade, “estratégica para garantir a segurança e operação nos berços de atracação”.

O contrato, no valor de R$ 20,980 milhões prevê a dragagem de 324 mil metros cúbicos no prazo de seis meses, volume estimado para recompor as profundidades de projeto dos berços de atracação numa faixa de 50 metros a partir do alinhamento do cais. O contrato inclui cláusula rescisória assim que  se iniciem os serviços de adequação das profundidades no Porto de Santos, ora em andamento na Secretaria de Portos – SEP.

A partir da assinatura da ordem de serviço,  a estimativa é que a dragagem seja iniciada em até 15 dias. Este prazo considera ó tempo necessário para a chegada do equipamento, que será rebocado de Itaguaí, no Rio de Janeiro, para Santos, além da apresentação de planos de segurança, cumprimento de exigências ambientais e vistorias na Capitania dos Portos, entre outros itens. O plano de dragagem prevê o atendimento prioritário nos trechos com mais deposição de sedimentos, num ritmo de três mil metros cúbicos de material  dragado por dia.

O equipamento utilizado para esse serviço é uma draga tipo escavadeira estacionária com capacidade de seis metros cúbicos de caçamba e será deslocado do Rio de Janeiro para Santos. A draga opera com apoio de dois batelões, que recebem o material dragado para posterior despejo, o chamado bota-fora, no polígono de descarte aprovado pela autoridade ambiental. Os sedimentos retirados são encaminhados para essa área, com 40 quilômetros quadrados, situada fora da baia de Santos, onde não há qualquer risco do material retornar às praias bem como não provocar impactos significativos ao ambiente marinho. A Codesp monitora mensalmente essa região e encaminha relatórios trimestrais à autoridade ambiental.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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