Rota das Bandeiras inicia recuperação especial do pavimento entre os km 65 e 113 da D. Pedro I

31/03/2016

Com o fim do período de chuvas mais intensas, a Concessionária Rota das Bandeiras intensifica as obras de recuperação especial do pavimento da rodovia D. Pedro I (SP-065). Nesta semana, os trabalhos foram iniciados entre os km 65 e 110 da rodovia, entre Bom Jesus dos Perdões e Itatiba, na pista sul, sentido Jacareí. A medida visa garantir a segurança e o conforto dos usuários que utilizam a via.

Na primeira fase dos trabalhos, serão recuperados a faixa da direita e o acostamento do trecho localizado entre os km 110 e 93, em Itatiba. Os trabalhos vão começar na altura do km 110, logo após a praça de pedágio. Após a conclusão desta etapa, as obras passam a ocorrer na faixa da esquerda. Como haverá interdição de faixas, a rodovia receberá sinalização especial para mitigar o risco de acidentes. Os trabalhos ocorrerão sempre das 9h às 17h, fora dos horários de pico, para evitar a formação de congestionamentos.

“Durante a recuperação especial, destruímos as camadas mais profundas e executamos sua reconstrução completa. A profundidade do pavimento recuperado chega a 95 centímetros em alguns pontos”, explica Silvio Godoy, engenheiro responsável pela obra, que comandará uma equipe de aproximadamente 40 pessoas somente nesta fase dos trabalhos, que têm a conclusão prevista para o mês de agosto.

Já a partir da próxima semana, uma segunda equipe estará na mesma região, atuando na pista norte (sentido Campinas) da rodovia. O trabalho de recuperação especial do pavimento será executado a partir do km 91, em Jarinu.

Neste ano, a Rota das Bandeiras investirá R$ 65 milhões na recuperação do pavimento das rodovias que formam o Corredor Dom Pedro, especialmente na SP-065 e na rodovia Prof. Zeferino Vaz (SP-332). No ano passado, R$ 20 milhões já haviam sido investidos também com este fim, totalizando R$ 85 milhões em dois anos. A ação beneficiará mais de 520 km de faixas de rolamento destinadas ao tráfego.

Outros trechos

Além do trecho entre os km 65 e 113, a Rota das Bandeiras trabalha atualmente com mais cinco equipes em outro trecho da rodovia D. Pedro, do km 10 (Jacareí) ao km 57 (Nazaré Paulista). Neste ponto, a intervenção é semelhante à realizada em Itatiba e acontece na pista sul, sentido Jacareí.

Ainda neste ano, a Concessionária prevê a recuperação entre os km 27 (Igaratá) e 44 (Nazaré Paulista), no sentido Campinas da D. Pedro I. A Prof. Zeferino Vaz terá obras entre os km 110 e 135, de Campinas à divisa das cidades de Paulínia e Cosmópolis.

Vale lembrar que a D. Pedro I conta atualmente com uma transposição de pistas entre os km 42 e 44, em Nazaré Paulista, para a recuperação de três pontes. Com a medida, todo o fluxo da pista sul (sentido Jacareí) é transferido para a pista norte, sentido Campinas. Desde o início dos trabalhos, no início de fevereiro, nenhum problema de tráfego foi verificado por conta da operação.

Os motoristas que desejarem mais informações podem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) da Rota das Bandeiras, por meio do telefone 0800-770-8070. O serviço é gratuito e funciona 24 horas.

A Rota das Bandeiras é uma empresa da Odebrecht Rodovias, que reúne os investimentos da Odebrecht TransPort em concessões rodoviárias. A Odebrecht TransPort desenvolve, implanta e opera projetos nas áreas de mobilidade urbana, portos, aeroportos e sistemas integrados de logística.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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