Transbordo ferroviário de grãos no TO já movimenta mais de 80 mil toneladas

27/04/2015

O Transbordo Ferroviário de Grãos da Agrex do Brasil, localizado no Pátio Intermodal de Porto Nacional, no Tocantins, está correspondendo às previsões iniciais relacionadas ao desempenho. Até o início do mês de abril, já foram recebidos 82.300 toneladas de produtos, sendo que 67.200 toneladas foram embarcadas em vagões. A princípio, as cargas têm sido somente de soja.

A unidade de padronização de grãos, inaugurada no início de fevereiro, recebeu R$ 25 milhões de investimentos e possui área de 5,117,35 m². Esse é o segundo transbordo rodo-ferroviário às margens da Ferrovia Norte-Sul da Agrex do Brasil, sendo o primeiro situado em Porto Franco, no Maranhão.

De acordo com o gerente de Logística Edson Ferreira Dantas, foi notada uma série de benefícios com a implantação do transbordo, como o aumento da competitividade devido a melhor combinação de modais (rodovia/ferrovia), a agilidade no escoamento dos grãos para o porto devido a capacidade da ferrovia e o nível de serviço junto ao cliente devido aproximidade com a lavoura.

“Apesar de o modelo de concessões das ferrovias e a baixa oferta de transporte ferroviário no Brasil, o que dificulta a redução em custos de frete, esse corredor e a forma que vem sendo estruturado começaram a gerar redução de custos no escoamento para o porto. Nesse projeto em específico (Porto Nacional), a redução está em torno de 5%”, revela Edson.

Ao todo, o volume recebido e embarcado na ferrovia está em torno de R$60,3 milhões (valor da mercadoria). A expectativa para o primeiro semestre de 2015 é movimentar 200.000 toneladas de soja, cerca de R$180 milhões (valor da mercadoria).

O Pátio Intermodal de Porto Nacional é de responsabilidade da Valec, empresa pública de engenharia, construções e ferrovias. Ele foi construído em local estratégico, a 25 quilômetros de Palmas (TO), com extensão de 5.498m² e com acesso à BR-153.

A previsão é de que sejam instalados no máximo 15 empresas arrendatárias. A Agrex do Brasil, assim como as demais empresas arrendatárias, tem um prazo de quinze anos para exploração do local, que pode ser renovado por igual período.

(Fonte: Diário da Manhã)

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