Telelok: a logística na locação de mobiliário para escritórios e eventos

17/03/2008

Mais de 75 mil itens – entre cadeiras, mesas, gaveteiros, armários, divisórias e estações de trabalho – compõem o gigantesco estoque da Telelok (Fone: 11 5077.7018), empresa especializada na locação de mobiliário para escritórios e eventos, que atende todo o território nacional.

O Centro de Logística, que está localizado no bairro do Jabaquara, em São Paulo, SP, gerencia e abastece todos os armazéns das filiais da empresa – hoje com estoques nas cidades de Curitiba, PR, Rio de Janeiro, RJ, e Brasília, DF. Segundo a Telelok, somente os pedidos vindos de São Paulo e da unidade de Campinas, ambas em São Paulo, são entregues diretamente do Centro Logístico ao cliente.

Para efetuar a distribuição dos móveis, a empresa conta com nove caminhões, sendo sete próprios e dois terceirizados (fixos). De acordo com a Telelok, seis veículos ficam em São Paulo, dois no Rio de Janeiro e um em Curitiba, mas esta distribuição pode ser alterada, principalmente quando há grandes eventos. Em Brasília, a empresa ainda conta com o apoio de um operador logístico, que atua de acordo com as orientações da Telelok.

Edmir Pereira de Souza, gerente administrativo, responsável pela logística, manutenção e montagem dos produtos da TLK Montagens – empresa do Grupo Telelok – afirma que em razão da grande demanda, às vezes é preciso contratar outros veículos. “Recentemente, locamos mais de seis mil cadeiras para o maior encontro de executivos da América Latina, a HSM Expo Management. Foram necessários 20 caminhões terceirizados e cada veículo transportou cerca de 300 itens”, conta.

Souza enfatiza que o foco da Telelok são os eventos de negócios e empresas de todos os portes e segmentos, mas destaca alguns setores. “Olhando para a nossa carteira, identificamos alguns setores mais representativos, como instituições financeiras e call centers”, diz. Ele explica que as empresas geralmente solicitam os serviços da Telelok quando necessitam de um ambiente de trabalho otimizado. ”Situações como expansão ou redução de escritórios, início de operações de novos departamentos ou desativação de seções, empregados temporários e salas de treinamentos e urgência em estabelecer novos espaços após acidentes são demandas atendidas com freqüência por nós”.

O responsável pela logística da TLK fala sobre a importância da organização adequada para a qualidade do atendimento prestado pela empresa. “Um dos principais desafios é manter a qualidade no atendimento, ao mesmo tempo em que há a demanda do dia a dia. Para a HSM Expo Management, por exemplo, tivemos que movimentar 10.000 mil cadeiras, com um prazo apertado, o que nos fez colocar vários funcionários dedicados. A mesma operação foi montada três dias depois, para retirar os produtos. Toda essa logística teve de ser muito bem planejada (equipes, líderes, horários, transporte), visando atender às expectativas do organizador do evento, mas sem interferir no atendimento aos outros clientes”, completa.

Ainda explicando o processo logístico, Souza conta que todos os itens que retornam da locação para o Centro de Logística são selecionados antes de serem enviados para a armazenagem. “Os itens que estão em perfeito estado são higienizados, embalados e direcionados para o estoque. Já os danificados são encaminhados à equipe interna de manutenção, que avalia o estado da peça e decide pelo conserto ou descarte”, informa. Ele diz que os itens que entram para armazenagem estão em perfeito estado, o que possibilita saber o número exato de móveis em estoque, facilita a negociação com os clientes, mas não impede que haja uma nova inspeção quando a mobília for encaminhada para outro cliente.

“Nossa preocupação com a integridade do mobiliário independe do produto transportado, já que todos devem ser entregues em estado impecável. Trabalhamos com embalagens adequadas para cada tipo de produto e contamos com o compromisso das nossas equipes de expedição e entrega para garantir a qualidade e conservação dos produtos”, diz Souza.

Ele acredita que, para 2008, a tendência do seu setor é a terceirização do transporte. “Isso deve acontecer por causa do aumento exponencial da demanda, maior foco na administração do estoque (reposições, compras e qualidade dos produtos) e pela exigência na excelência da entrega do serviço, montagens e desmontagens”, conclui.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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