5º Prêmio SETCESP de sustentabilidade

24/07/2019

Thiago Budni – Gerente Operacional da Rodoeng Transportes. É Diretor de Especialidade de Meio Ambiente e Transporte de Produtos Perigosos do SETCESP desde 2013. Também foi coordenador da COMVERDE – Comissão de Estudos em Meio Ambiente e Transportes da entidade em 2011 e 2012.

 

 

Há alguns anos, a sustentabilidade tem sido uma das principais bandeiras do SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região. Prova disso é a continuidade do Prêmio SETCESP de Sustentabilidade, entregue aos associados que, de alguma maneira, promovem os princípios que fundamentam a premiação.

O Prêmio foi instituído pela entidade em 2015 e chega este ano a sua 5ª edição, mais maduro e acessível aos associados. Seu regulamento é baseado no triple bottom line, ou o tripé da sustentabilidade (ambiental, social e econômico), proposto pelo consultor e sociólogo britânico John Elkington em seu livro “Canibais com Garfo e Faca” (1997). John é um dos precursores da responsabilidade social e ambiental nas grandes empresas.

Em 2019, o regulamento do Prêmio de Sustentabilidade prevê uma novidade ante aos anos anteriores. Agora a inscrição de projetos pode ser feita em quatro categorias, até ano passado eram apenas três. São elas:

 

Responsabilidade Ambiental

Os projetos inscritos nessa categoria devem levar em conta as ações da empresa ajustadas à proteção do meio ambiente na atualidade e para as gerações futuras.

 

Responsabilidade Social

Esta categoria envolve medidas que proporcionam cultura, educação e melhores condições de vida e saúde aos colaboradores da empresa e à comunidade onde está inserida.

 

Gestão Sustentável

Para as empresas que dirigem sua organização através de processos que incentivam e recuperam todas as formas de capital, humano, natural e financeiro. Nessa categoria os projetos devem comprovar financeiramente os seus resultados, seja com economia de recursos ou em geração de valor e novos negócios.

 

Responsabilidade na Segurança Viária ou do Trabalho (Nova Categoria)

A segurança do trabalho está inserida no conceito de sustentabilidade institucional. Ela existe para que as empresas e instituições mantenham a qualidade de vida de seus funcionários e a preserve, obrigatoriamente, de acordo com as leis trabalhistas. Está relacionada com a qualidade e a produtividade, ao promover a saúde (física e mental) e segurança do trabalhador e é essencial ao desenvolvimento dos negócios.

 

Mais que apenas premiar, temos o objetivo de difundir e incentivar as boas práticas sociais, ambientais e de gestão. Acreditamos que as empresas devem perceber a questão ambiental como uma chance de fazer diferente, criar um ambiente de trabalho mais saudável, rever seus processos e promover inovações. Essas mudanças podem propiciar, inclusive, vantagens importantes sobre a concorrência.

Reinventar os negócios para um futuro distante pode significar encontrar valores compartilhados apoiados por todos os envolvidos, de acionistas a funcionários, de consumidores a comunidades em que uma empresa opera. Alguns chamam isso de capitalismo consciente.

Por isso não temos dúvidas de que aqueles que inovarem, que tiverem boas ideias e se apresentarem preparados para abrir caminho através dessa complexidade serão recompensados.

Nas quatro primeiras edições, 74 empresas de transporte inscreveram 91 projetos. As empresas vencedoras das últimas edições, para citar alguns exemplos, apresentaram cases sobre a utilização de sistemas de captação de água de chuva para reuso, sobre a preparação profissional de jovens para trabalhar no transporte por meio de universidades corporativas, também sobre o acompanhamento, redução e anulação das emissões de carbono e sobre a inclusão social de portadores de deficiências no ambiente de trabalho.

Assim, eu e o presidente do SETCESP, Tayguara Helou, convidamos todos os transportadores associados à entidade a inscreverem seus projetos e participarem dessa premiação que promove boas práticas que servem de exemplo a todas as transportadoras do nosso setor.

Se sua empresa ainda não é associada ao SETCESP, associe-se e participe também!

 

Mais informações estão disponíveis no site www.setcesp.org.br, ou pelo telefone 11 2632.1082, com Silmara Balhes.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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