5 tendências tecnológicas para o varejo 2019

09/01/2019

O que o varejo pode esperar de novo para 2019? Mais tecnologias para trazer experiências de compras cada vez mais personalizadas? Com a evolução das tecnologias nos últimos anos, o varejo é um dos mercados beneficiados e o consumidor pode ser o foco do segmento para 2019, além da integração entre os canais de vendas online e off-line, o big data e a inteligência artificial.

“O consumidor multicanal é crescente e esta será uma grande tendência para o varejo em 2019”, afirma o executive partner da ICX LABS, startup de tecnologia para desenvolvimento de softwares e hardwares inovadores, Fábio Avellar.

Em 2018, o e-commerce no Brasil cresceu 12,1% no primeiro semestre do ano segundo o 38º relatório Webshoppers, produzido pela Ebit|Nielsen. Muito embora o comércio eletrônico ainda represente uma fatia pequena de volume total de mercado do varejo, é dele que pode vir boa parte das receitas do varejo. “Sem dúvida grande parte do comércio ainda trabalha de forma tradicional, sem uma estratégia de inovação definida. No entanto, informações para mudar este cenário estão cada vez mais acessíveis, a começar pelo próprio mercado, pois uma vez definidas as suas tendências e novidades, é normal que os primeiros varejistas a adotarem tecnologias sejam seguidos”, explica Avellar.

Segundo Avellar, o varejo pode esperar de 2019 que a tecnologia aproxime marcas, traga mais eficiência e redução de custos operacionais na gestão dos negócios, aumento de produtividade e mais conversão de vendas – tanto em lojas físicas como no e-commerce.

Veja, a seguir, as principais tendências para o varejo em 2019:

Omnichannel: Os varejistas podem contar com uma solução para integrar os canais de vendas on-line e a loja física. “Os varejistas que não encontrarem uma maneira de criarem um casamento feliz entre a experiência de compra que se espera em uma loja e a conveniência de fazer compras em casa, serão deixados para trás”, afirma Avellar. Outro exemplo para aplicar esta tecnologia pode ser incorporada no controle logístico através de sistemas RFID.

Big Data: O aumento do big data deu aos varejistas mais poder do que nunca para adequar a experiência do cliente – eles gostam de ver produtos e ofertas pessoalmente relevantes para eles e gostam de ter sua experiência de compra acelerada. O varejo pode trabalhar gestão eficiente, ferramentas para controle em sua logística, gestão estratégica utilizando informações de Big Data, engajamento com a equipe e trabalhar a proposição de valor da marca. “São ações que permitem reduzir os custos da operação e, consequentemente, reduzir os preços ao consumidor”, explica Avellar.

Inteligência Artificial: A IA desempenhará um papel cada vez maior no mundo do varejo, desde a fabricação e distribuição até a entrega, para melhorar a experiência do usuário na hora da compra na loja física e aumentar a conversão de vendas com diferentes alternativas.

Experiência de compra: O varejo que opera com produtos de alto valor agregado, pode buscar diferenciação tornando a jornada de compra uma experiência encantadora ao consumidor. Agregar pontos de acesso a e-commerce em lojas físicas, permitir logística cruzada com retirada de produtos comprados online diretamente nas lojas, utilizar tecnologias com realidade aumentada, fidelização e personalização no atendimento, e etc. Estes são alguns exemplos que possibilitam demonstrar a proposição da marca e aumentar as vendas.

Conteúdo de qualidade: Quanto ao conteúdo e formato aplicado ao consumidor, o que vale para 2019 é que quanto mais dinâmico e formatado ao seu público-alvo, maior será a assertividade do varejista em manter a atenção de seu consumidor. Assim, manter dentro de seu negócio pessoas a processos dedicados a inovação são bons caminhos para aumentar essa esperada eficácia.
Dois exemplos que já utilizam estas tendências estão na loja da Hering Experience, em SP, que utiliza o espelho interativo Fitting You*, touch e com tecnologia de IA para oferecer uma experiência de compra diferenciada aos consumidores, e outro é da gráfica FuturaIM, que possui mais de 1,6 mil pontos de retirada de produtos no Brasil, permitindo que o consumidor compre na loja online e retire em locais que mais o favorecer.

“Para implementar estratégias tecnológicas, é importante ao varejo trabalhar o conceito de inovação dentro da sua estrutura, de forma que cada processo operacional ou estratégico esteja alinhado aos produtos e serviços oferecidos, ou seja, a cultura da empresa deve considerar a inovação não somente com um produto tecnológico, mas também como melhoria de eficácia nos processos internos”, comenta Avellar.

* O Fitting You é um espelho interativo na Hering Experience, no Shopping Morumbi, em São Paulo. Foi a primeira loja a adotar a tecnologia lançada pela ICX Labs ao mercado nacional. Acesse o vídeo para saber detalhes de como ele funciona: https://bit.ly/2MnfdYk

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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