4º Prêmio de Sustentabilidade SETCESP

25/07/2018

Thiago Budni – Gerente Operacional da Rodoeng Transportes. Diretor da Especialidade de Meio Ambiente e Transporte de Produtos Perigosos do SETCESP desde 2013. Também foi coordenador da COMVERDE – Comissão de Estudos em Meio Ambiente e Transportes da entidade em 2011 e 2012.

Uma das principais bandeiras da atual gestão do SETCESP é a Sustentabilidade. Prova disso é a continuidade e recente valorização do Prêmio de Sustentabilidade, entregue aos associados que de alguma maneira promovem pelo menos um dos três princípios que fundamentam a premiação.
O prêmio foi instituído pela entidade em 2015 e chega este ano a sua 4ª edição, mais maduro e acessível aos associados. Seu regulamento é baseado no triple bottom line, ou o tripé da sustentabilidade (Ambiental, Social e Econômico), proposto pelo consultor e sociólogo britânico John Elkington em seu livro Canibais com Garfo e Faca (1997). John é um dos precursores da responsabilidade social e ambiental nas grandes empresas.
Em 2018, o Regulamento do Prêmio de Sustentabilidade do SETCESP prevê a inscrição de cases em três categorias. São elas:

Responsabilidade Ambiental
Os cases inscritos nessa categoria devem levar em conta as ações da empresa ajustadas à proteção do meio ambiente na atualidade e para as gerações futuras.

Responsabilidade Social
Esta categoria envolve medidas que proporcionam cultura, educação e melhores condições de vida e saúde aos colaboradores da empresa e à comunidade onde está inserida.

Gestão Econômica Sustentável
Para as empresas que dirigem sua organização através de processos que incentivam e recuperam todas as formas de capital, humano, natural e financeiro. Nessa categoria os cases devem comprovar financeiramente seus resultados, seja com economia de recursos ou em geração de valor e novos negócios.
Além dessas categorias, abertas para inscrição de cases, será premiada com Menção Honrosa uma personalidade que tenha se destacado em prol da sustentabilidade no transporte rodoviário de cargas, trazendo benefícios ao setor, ao SETCESP e a seus associados.
Mais que apenas premiar, temos o objetivo de difundir e incentivar as boas práticas sociais, ambientais e de gestão. Nós acreditamos que as empresas devem perceber a questão ambiental como uma chance de fazer diferente, criar um ambiente de trabalho mais saudável, rever seus processos e promover inovações. Essas mudanças podem, inclusive, propiciar vantagens importantes sobre a concorrência.
Reinventar os negócios para um futuro distante pode significar encontrar valores compartilhados apoiados por todos os envolvidos, de acionistas a funcionários, de consumidores a comunidades em que uma empresa opera. Alguns chamam isso de capitalismo consciente.
Por isso não temos dúvidas de que aqueles que inovarem, que tiverem boas ideias e estiverem preparados para abrir caminho através dessa complexidade serão recompensados.
Nas três primeiras edições 51 empresas de transporte inscreveram 68 cases nas três categorias. As empresas vencedoras em 2015, 2016 e 2017, para citar alguns exemplos, apresentaram cases sobre a utilização de sistemas de captação de água de chuva para reuso, sobre a preparação profissional de jovens para trabalhar no transporte, também sobre o acompanhamento/redução das emissões de carbono e sobre a inclusão social de surdos no ambiente de trabalho.
Assim, eu e o presidente do SETCESP, Tayguara Helou, convidamos todos os transportadores associados à entidade a inscreverem seus cases e participarem dessa premiação que promove boas práticas e servem de exemplo a todas as transportadoras do nosso setor.
Se sua empresa ainda não é associada ao SETCESP, associe-se e participe também!
Mais informações sobre o prêmio estão disponíveis no site www.setcesp.org.br. Não perca esta oportunidade de mostrar suas práticas sustentáveis, pois elas garantem o futuro do planeta!

Conheça melhor os serviços do SETCESP em www.setcesp.org.br.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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