Wilson Sons investe no segmento de life science no Centro Logístico Santo André

25/01/2022

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O segmento de life science – que inclui medicamentos, insumos biológicos e artigos hospitalares – representa cerca de 20% das cargas movimentadas pela Wilson Sons no Centro Logístico Santo André (SP). Temperatura controlada, análise do ar, qualificação das áreas são alguns dos cuidados necessários para o armazenamento desse tipo de produto.

“Nos últimos anos, fizemos uma série de investimentos em tecnologia e infraestrutura para receber com segurança as cargas de life science. São produtos sensíveis, de alto valor agregado, cuja manipulação e guarda seguem normas de segurança muito rígidas”, destaca Thais Sangean, gerente geral dos Centros Logísticos da Wilson Sons.

Em 2019, o terminal alfandegado em Santo André teve ampliada a área refrigerada em quase 200%. Hoje são seis câmaras frias, numa área total de 2.174 m², com controle de temperatura, que varia de 2ºC a 25ºC. O acesso às câmaras é feito por biometria, e os equipamentos dispõem de uma série de tecnologias associadas para análise de dados e gestão inteligente da carga.

“Fazemos o acompanhamento da temperatura 24 horas, sete dias por semana. Se ocorrer alguma mudança importante, a equipe de CFTV da unidade aciona imediatamente a equipe de manutenção”, enfatiza Sangean. Ela explica que a empresa tem um sistema de redundância, com contêineres refrigerados, trazendo ainda mais segurança ao armazenamento dos produtos.

Entre as cargas movimentadas estão desde grandes equipamentos médicos, como máquinas de ressonância magnética, a produtos primordiais na pandemia, como testes de Covid-19. “Durante este período, recebemos 1,78 milhões de testes rápidos, e desenvolvemos um projeto de logística, com soluções integradas”, conta a executiva.

A Wilson Sons foi responsável pela montagem e etiquetagem dos kits de testes, que foram distribuídos aos locais de destino em todo o Brasil. O material ficou armazenado em área segregada, com controle de temperatura, e sua manipulação foi feita por equipe treinada e certificada, com a coordenação da farmacêutica dedicada a atender os clientes do segmento de life science.

De acordo com Sangean, a regulamentação é outra questão central para a segurança desse tipo de carga. Ela destaca que o Centro Logístico Santo André conta com uma série de certificações e licenças da Anvisa, Ibama, Inmetro, Exército, Ministério da Agricultura (Mapa), Polícia Federal e Polícia Civil.

Com mais de 20 anos de experiência no segmento de life science, o Centro Logístico Santo André é localizado próximo a importantes elos logísticos, como o Porto de Santos e os aeroportos de Guarulhos e Viracopos. É composto por terminal alfandegado, considerado o maior porto seco do estado de São Paulo, centro de distribuição e serviços de transporte.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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