Transformação digital auxilia municípios cearenses na gestão e economia de recursos públicos

26/05/2022

Com soluções ágeis de georreferenciamento e mapeamento, os municípios conseguem atualizar, em pouco tempo, as medidas de todos os imóveis do seu espaço territorial urbano. O mapeamento mostra, através de um levantamento aéreo em 3D, se um imóvel teve a sua estrutura modificada, sendo uma importante ferramenta para que as prefeituras tenham total dimensão e acompanhamento do planejamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

A startup cearense ‘Prefeitura Eficiente’ entrou oficialmente nesse mercado no início de 2022. Hoje a empresa vem desenvolvendo parcerias com municípios do estado para aprimorar a gestão dos recursos públicos, especialmente na administração do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

“A análise do espaço urbano é feito todo com o uso de drone que possibilitam a análise de imagens em 3D. A metodologia criada gera economia de recursos e tempo, trazendo uma maior agilidade para os municípios. Com o crescimento rápido e, muitas vezes, desordenado das cidades, a atualização dos imóveis é de grande importância para as prefeituras traçarem políticas públicas para melhor assistir determinadas áreas com uma melhor infraestrutura”, destaca o co-fundador da ‘Prefeitura Eficiente’, Helton Uchoa.

Expansão

A startup já realiza o trabalho em parceria com os municípios do Eusébio, Beberibe e Itaitinga. Segundo Uchoa, a estrutura montada na nuvem para tratar um grande volume de dados de forma ágil e simples tem facilitado uma implantação rápida pelos gestores de cada município.

A empresa espera fechar o ano com a parceria de mais três prefeituras, totalizando seis em 2022. A expectativa de faturamento para esse primeiro ano do negócio é acima de R$500,00 mil reais, podendo chegar a R$1 milhão. Este rápido crescimento já despertou interesse de fundos de investimentos. Recentemente, a empresa manteve conversa com um fundo de Brasília voltado para GovTechs, mas os fundadores tratam o tema com cautela, pois o foco atual é melhorar a experiência da solução para os primeiros clientes que já estão contratando.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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