Tecnologia inovadora permite aos marketplaces gerenciar por completo as entregas dos sellers

31/01/2022

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Pesquisa recente realizada pela PwC mostrou que 95% dos brasileiros que compram online utilizam marketplaces; pelo menos 44% deles esperam continuar comprando por esse tipo de plataforma. “Essa preferência está relacionada à segurança que os consumidores sentem em relação aos prazos de entrega, à possibilidade de rastreamento do produto e às informações claras sobre o valor das mercadorias — características típicas de compras realizadas nos marketplaces”, afirma Thiago Preihs, fundador da UX Solutions, vertical de tecnologia da UX Group.

Segundo o executivo, na configuração atual, as lojas se responsabilizam pelas entregas. Porém, o número de falhas é grande e os marketplaces acabam sendo responsabilizados por isso, de acordo com a visão dos consumidores. Por este motivo, eles procuram incessantemente diferentes formas de reter o domínio sobre a entrega dos sellers. “A UX Solutions vem trabalhando em parceria com os shoppings virtuais no intuito de desenvolver ferramentas que supram suas necessidades”, ressalta Preihs.

É o caso do Shipin, tecnologia exclusiva que permite o controle com inteligência de todas as etapas envolvidas na comercialização de serviços de frete aos sellers. No total, a ferramenta conta com três módulos: Gateway de Fretes, Etiquetas e Rastreamento. “Ela garante total apoio desde o cálculo de frete, impressão de etiquetas, planejamento de malha, rastreamento e conciliação de fretes, tudo de maneira integrada à plataforma do marketplace”, explica ele.

A solução é capaz de indicar o melhor fornecedor a ser contratado, ao simular em um único ambiente custo e prazo para diferentes parceiros. O Shipin ainda mantém o cliente atualizado em tempo real quanto ao status do pedido, uma vez que possui integração de tracking e atualização com o app nativo da UX Solutions, chamado Fusion.

Além disso, por meio de leilões inteligentes de tabelas e políticas de frete, a solução ajuda a definir o valor da entrega e os prazos de entrega nos sites. Outra vantagem é que a Shipin oferece relatórios de Business Intelligence e dashboards para comparar valores e SLAs acordados com o cliente.

Com a solução, a redução de custo para as lojas parceiras pode chegar a 20% em relação a uma tabela de balcão. “Além disso, podemos citar como principais benefícios a maior atração de sellers, aumento na conversão de vendas, excelência no atendimento e controle absoluto da performance de seus transportadores e sellers”, conclui o executivo.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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