TCP Log registra recorde de contêineres no Depot Express

30/09/2019

A TCP Log, subsidiária logística da TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá – registrou recorde no número de contêineres que acessaram o Depot Express no mês de agosto, totalizando 2.468 unidades movimentadas (gate in), e o segundo melhor volume de saída, com 2.092 unidades (gate out). Prestes a completar dois anos de funcionamento, o Depot Express está localizado na retroárea do Porto de Paranaguá e tem o objetivo de otimizar a cadeia logística, solucionando a fila de espera de caminhões para a retirada de contêineres.

Alexandre Rúbio, diretor Comercial do Terminal, explica que os recordes se devem à confiança do armador no trabalho da subsidiária. “A confiança do armador vem pouco a pouco. Ele testa o serviço para ver como funciona e, depois, começa a destinar muito mais contêineres. A expectativa é que em setembro os números sejam ainda maiores com a chegada de um novo armador que passará a utilizar os serviços”, revela.

O Depot Express oferece vantagens competitivas em relação a outros depósitos na retroárea, como o funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana. “Trabalhamos além do horário comercial e isso permite que sejamos mais produtivos, já que são períodos com menos trânsito, por exemplo. Com isso, conseguimos entregar três vezes mais que os outros terminais, o que significa um giro mais rápido dos contêineres”.

Isso porque os contêineres refrigerados vazios que chegam em Paranaguá são transferidos em caminhões próprios da TCP para o local, onde são vistorizados, reparados, higienizados e testados, ficando aptos a serem carregados em caminhão e seguirem viagem para as plantas dos exportadores. “O tempo médio de permanência dos contêineres é de 15,5 dias. Com o serviço prestado pelo armazém, conseguimos otimizar a cadeia, oferecendo eficiência operacional e reduzindo custos para os usuários”.

Outro fator importante diz respeito ao sistema de informações integradas, que permite ao armador acompanhar todo o processo de armazenagem, desde a entrada até a saída. “Toda a informação é automatizada, o que permite que ele acompanhe todo o processo. Assim que entra no Terminal, fazemos a inspeção do contêiner, verificando a sua integridade e, se for necessário, já efetuamos os reparos. Depois disso, já está disponível para a retirada”, finaliza Rubio.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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