Suspensys: tecnologias patenteadas garantem eixo elétrico como solução pioneira no mercado

19/10/2022

Além de recursos avançados e alinhados com as megatendências de mobilidade, o e-Sys, sistema de tração auxiliar elétrico projetado de forma exclusiva pelas Empresas Randon, foi desenvolvido com tecnologias inéditas, registradas em patentes globais de invenção, que o destacam na comparação a produtos similares do segmento. 

Uma das soluções inovadoras aparece na eletrônica embarcada, registrada enquanto sistema de gerenciamento para atuação de tração auxiliar. O algoritmo foi especialmente desenvolvido pela companhia, promovendo a coleta e a proteção de dados com total segurança para a operação. O sistema segue a norma ISO 26262, que determina o padrão internacional para segurança de sistemas elétricos e eletrônicos instalados em veículos de passeio e comerciais. 

As características do projeto, somadas ao apanhado de inovações garantidas pelos registros de patente, colocam o sistema e-Sys como único eixo auxiliar elétrico com sistema de operação independente do caminhão e que gera diminuição do consumo de combustível. Trata-se de uma contribuição significativa e de um avanço inédito no segmento de eletrificação, com a marca da companhia”, pontua Ricardo Escoboza, diretor-superintendente da Divisão Autopeças das Empresas Randon.

Carreta com inteligência embarcada 

Exemplo de tecnologia exclusiva desenvolvida para o e-Sys é a aplicação do sistema de controle e sensoriamento. A eletrônica embarcada foi desenvolvida para operar o eixo de forma autônoma. Ou seja, o algoritmo permite que a carreta possa interpretar as condições da estrada e determinar o funcionamento do sistema para a necessidade de tracionar ou de armazenar energia sem a necessidade de comunicação com o veículo trator (no caso, caminhão), ampliando e facilitando a utilização do sistema na frota. 

O eixo elétrico atua na recuperação de energia gerada durante movimentos de frenagem – que é reaproveitada em momentos de necessidade de tração, como subidas e ultrapassagens e redução do tempo médio de viagem. O projeto é fruto de parceria entre Suspensys e Centro Tecnológico Randon (CTR).  

A partir do e-Sys, desenvolvemos uma carreta tecnológica, que não depende do cavalo para fornecer os comandos de operação. Outro aspecto é a acessibilidade da tecnologia, que, além de funcionar de forma separada das ações do motorista, pode ser instalada em qualquer tipo de veículo pesado, independentemente do modelo ou idade da frota. Sistemas similares são mais complexos, caros e com restrições de operação”, acrescenta Eduardo Dalla Nora, Diretor Suspensão e Rodagem das Empresas Randon.

Confira o vídeo de apresentação do e-Sys: https://www.youtube.com/watch?v=xPJrjlUeZwU

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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