Startup paranaense é adquirida pelo Grupo Santa Cruz

15/03/2023

A startup MyPharma, plataforma de loja virtual para farmácias, de Cascavel, no oeste do Paraná, é a nova aquisição do Grupo SC, donos da marca Panpharma, Santa Cruz Distribuidora e Oncoprod/SAR, e especialista na distribuição de medicamentos e itens de higiene pessoal. Com isso, farmácias de todo o país podem ter acesso a ferramentas modernas de posicionamento na internet, permitindo que o varejo avance na venda online e posicionamento digital.

Somente em 2022, a MyPharma alcançou o maior market share no desenvolvimento de sites do varejo farmacêutico, atuando com mais de 600 farmácias e drogarias (CNPJs) em todos os estados brasileiros, o que despertou atenção e o interesse do Grupo SC.

A startup foi criada em 2018, pelos acadêmicos de Engenharia Civil, Carlos Henrique Soccol e Nicholas Marchesan Dias, juntamente com o Engenheiro de Software Vinicius Soccol. A ideia de negócio, conforme explica Carlos Henrique, surgiu em conversa com o colega Nicholas, que relatou a dificuldade em comprar e comparar preços de medicamentos para um familiar.

“Ele tinha que ligar em várias farmácias para pedir se tinha estoque do medicamento, qual era o preço, etc. Naquele momento, pensamos em inovar no setor, pois víamos que outros setores, como alimentação, já estavam se estruturando bem com sites de delivery e marketplaces”, relembra.

Segundo ele, naquela época, apenas as grandes redes de farmácias tinham e-commerce, sendo que as de médio porte ainda estavam realizando vendas por telefone ou WhatsApp.

Após vários protótipos e com o suporte do Sebrae/PR, através do Programa Tração, para validar se a solução atendia a demanda do mercado, a startup começou a captar os primeiros clientes em Cascavel, sempre com adaptação e desenvolvimento de tecnologia voltados aos feedbacks reais.

Com a venda da MyPharma para o Grupo SC, os fundadores da startup continuam suas atividades, mas agora, como diretores de operação.

“Além de crescer cada vez mais, o propósito é potencializar os resultados das farmácias, com soluções que permitam às lojas parceiras que ampliem seu mix de produtos, atendendo cada vez mais consumidores”, reforça Carlos.

O valor da transação comercial não foi divulgado.

Dados da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), reforçam o posicionamento digital do setor no e-commerce e delivery em 2022, período que houve um incremento de 56,8% nas operações.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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