Setor atacadista tem segundo mês consecutivo de recuperação

02/12/2015

O faturamento do segmento atacadista distribuidor cresceu, em termos nominais, 2,3% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2014. Nessa base de comparação, em setembro, o avanço havia sido de 0,4%. Ainda segundo dados nominais da pesquisa mensal da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), apurada pela Fundação Instituto de Administração (FIA), houve crescimento de 6,3% em outubro em relação a setembro e queda de 1,3% no acumulado do ano até outubro em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os indicadores correspondem às expectativas da ABAD, que esperava recuperação do setor no último quadrimestre. Em outubro, assim como foi em setembro, a base de comparação mais fraca permitiu que o faturamento acumulado no ano venha aos poucos recuperando as perdas. “Tendo em vista o momento econômico, avaliamos que o resultado foi bastante satisfatório”, diz o presidente da ABAD, José do Egito Frota Lopes Filho.

Em termos reais (deflacionados), os dados de outubro também mostram recuperação gradual dos resultados negativos. Na comparação com outubro de 2014, houve queda de 6,8% (a retração havia sido de 8,2% em setembro). Na comparação com o mês de setembro, o faturamento cresceu 5,5%. No acumulado até outubro, em comparação ao mesmo período do ano passado, a queda atinge 9,2%.

Em relação ao fim do ano, José do Egito é otimista. “Talvez não consigamos repor completamente a inflação do período, mas estamos confiantes de que já saímos de um período de perdas para uma etapa de recuperação, embora modesta, que deve se consolidar com os resultados de novembro e dezembro”, afirma.

Embora o abastecimento do varejo normalmente se dê de forma antecipada, a cautela tem feito os varejistas manter os estoques mais baixos, o que pode significar novas vendas para o atacado no fim do ano, de acordo com a demanda do consumidor.

Se o período de Natal for favorável, é bem possível que o setor encerre 2015 com desempenho estável em relação a 2014, o que, diante da retração econômica, é considerado um bom resultado.

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