Sem incentivos fiscais, Scania entrega primeiros caminhões a gás

03/06/2020

Buscando a redução de emissões de Co2 em suas operações para atender a demanda de clientes que precisam associar suas marcas a ações de sustentabilidade, dois clientes da Scania receberam no dia 26 de maio os quatro primeiros R-410 6×2 movidos a gás natural veicular (GNV) e/ou biometano do Brasil.

Esse é um dos assuntos tratados na nova edição digital da Revista Carga Pesada (clique aqui para ler).

Ao contrário da Europa, o Brasil não oferece nenhum tipo de incentivo fiscal para desenvolvimento, fabricação ou aquisição de veículos movidos a combustíveis alternativos: “Não buscamos subsídios mas uma redução da carga tributária seria oportuna”, defendeu Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania durante coletiva de imprensa virtual para divulgar a entrega histórica.

Ele lembrou que na Alemanha o transportador ganha um bônus de € 13 mil na compra de um caminhão que custa em média € 100 mil, um desconto significativo, além da redução nas tarifas de pedágio.

Desde 2015 a Scania trabalha no desenvolvimento do caminhão a gás com investimentos de R$ 30 milhões na fábrica de São Bernardo do Campo.

Munhoz defende a viabilidade deste combustível para o mercado brasileiro. Primeiro porque a cada barril de petróleo extraído no Brasil, outros três barris de gás natural são produzidos e armazenados nos poços vazios pois não há consumo suficiente.

Além disso, considerando atividades como a das usinas de açúcar e álcool, o Brasil é um grande produtor de biomassa, resíduo orgânico resultante da produção ou moagem da cana, que pode virar biometano e movimentar a frota empregada na própria operação. A Usina Cocal, no interior de São Paulo, já testa com bons resultados um modelo off-road da marca.

No mundo a Scania já produziu 4 mil caminhões a gás e estima que até 2025 pelo menos 30% da sua produção seja movida a combustíveis menos poluentes como o gás, o etanol e o HVO (óleo vegetal hidrogenado), sem contar a eletrificação.

Os caminhões pesados Scania movidos a gás natural veicular (GNV) e/ou biometano são vocacionados para médias e longas distâncias. Seus motores são Ciclo Otto (o mesmo conceito dos automóveis) e construídos para ser 100% a gás e biometano, ou usando uma mistura de ambos. Os motores não são convertidos do diesel para o gás, têm garantia de fábrica, desempenho e força semelhante ao caminhão a diesel, além de serem 20% mais silenciosos.

Para garantir o abastecimento dos primeiros caminhões movidos a gás das frotas da RN Express e Jomed Log a Rede Graal já se comprometeu a disponibilizar o combustível em seus postos ao longo da Via Dutra.

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