SAP Ariba aponta três tendências de negócios para o gerenciamento da cadeia de suprimentos em 2022

22/02/2022

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O ano de 2022 será marcado pela inovação no gerenciamento da cadeia de suprimentos, setor que tem se reinventado para atender as mudanças nas demandas dos negócios com as incertezas e gargalos criados pela pandemia global de COVID19. A SAP, líder global em soluções de gestão da cadeia de suprimentos, aposta em três grandes tendências que irão contribuir para a evolução do tema durante o ano.

“O impacto dos gargalos causados pela pandemia mostrou a importância da economia de rede. As organizações sabem que ninguém faz negócios isoladamente”, comentou comenta Silvio Abade Júnior, vice-presidente da SAP Ariba no Brasil. “O sucesso não depende apenas da capacidade de entrega, mas também da capacidade de adicionar inteligência ao processo de gestão da cadeia de suprimentos, o que não só traz agilidade e economia, como também garante que as empresas estão atuando com parceiros alinhados com sua jornada de governança social e ambiental.”

Para a SAP, o mundo pós-covid exigirá da gestão da cadeia de fornecedores agilidade e resiliência para garantir a continuidade dos negócios. A necessidade de se integrar ferramentas inteligentes e conectadas naturalmente indica que a computação em nuvem continuará em alta no setor. A busca por soluções de nuvem escaláveis e inteligentes devem incentivar ainda mais a inovação e a adoção da tecnologia nos serviços que atuam diretamente nas cadeias de suprimentos, integrando a área logística e o setor de varejo de uma determinada empresa, por exemplo. Com isso, uma determinada empresa pode simplificar o trabalho conjunto dos dois setores e aprimorar processos como giro de estoque, produção sob demanda e até mesmo a reposição de produtos em gôndolas quando necessário.

Uma das vantagens da adoção massificada de soluções em nuvem é a capacidade de criar métodos de colaboração automatizadas dentro da cadeia de suprimentos, serviço que a SAP acredita que será altamente valorizado pelo mercado em 2022. A família de soluções SAP Business Network, que permite este tipo de colaboração em tempo real, tem sido adotada rapidamente pela comunidade de negócios no Brasil, e o passo deve se acelerar ao longo de todo o ano. A SAP Business Network permite a colaboração com todos os parceiros comerciais em sua cadeia de suprimentos, incluindo fornecedores, prestadores de serviços e logística, operadores de ativos, pessoal de manutenção terceirizada, entre outros. A empresa pode obter visibilidade em todos os processos da cadeia de suprimentos e criar resiliência nos negócios.

Apesar de estar na “moda” recentemente, a jornada ESG (governança social e ambiental) remete há mais de cinco décadas. Não podemos nos esquecer dos regulamentos já existentes, como os Princípios do Equador e dos Principles for Responsible Investments (PRI), critérios aplicados há alguns anos por instituições internacionais e das iniciativas coletivas, como Sistema B e Pacto Global da ONU, que crescem a cada dia. Essa preocupação também chegou à gestão da cadeira de suprimentos, com a demanda crescente por ferramentas que melhorem a transparência e a mitigação de riscos relacionados a fornecedores que não estejam alinhados com as expectativas socioambientais dos compradores. A gestão inteligente da cadeia tem sido a principal aliada da boa governança na hora de selecionar e fiscalizar fornecedores diversos, exigir e fiscalizar códigos de conduta em contratos e também gerir estruturas de incentivos que podem melhorar a conscientização e o desempenho de terceiros em suas próprias jornadas de governança e bem-estar social.

“A adoção de soluções em nuvem é apenas o primeiro passo na modernização da cadeia. Para 2022, nossa expectativa é que as empresas passem a utilizar todo o seu potencial por meio da colaboração nos seus mais diversos aspectos — da assertividade na contratação dos fornecedores certos, agilidade na hora de garantir o funcionamento correto de toda a cadeia, e a responsabilidade de criar um mundo mais sustentável e justo”, finalizou Silvio Abade.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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