São Paulo recebe evento sobre soluções para Cadeia Fria

11/09/2015

O Cold Chain Day, evento voltado exclusivamente para soluções em Cadeia Fria, acontecerá no dia 21 de setembro em São Paulo, e reúne representantes da indústria farmacêutica e fornecedores para apresentar as inovações tecnológicas e discutir as tendências do setor e os desafios da formação profissional com o intuito de promover as melhores práticas da indústria. A farmacêutica e gerente do Valida Laboratório de Ensaios Térmicos, empresa do Grupo Polar, líder no mercado na fabricação de elementos refrigerantes, Liana Montemor, será responsável por ministrar palestra sobre ‘Avaliação de temperatura interna de embalagem térmica durante o recebimento de Cadeia Fria’.

De acordo com Liana, atualmente uma das grandes dificuldades da indústria farmacêutica e de saúde no Brasil tem sido o transporte adequado de vacinas, biomedicamentos e hemoderivados e diante dos entraves logísticos enfrentados no País, os desafios das empresas para respeitar os cuidados exigidos pelo mercado são enormes. “Um procedimento inadequado implica risco para a saúde do consumidor final e prejuízo para a indústria. Por isso, vamos abordar os parâmetros necessários para manter o status de qualificado de um sistema de embalagem e como a temperatura da embalagem térmica deve ser medida quando chega no distribuidor ou hospital”, explica.

Outro ponto que será discutido durante o seminário será Qualificação de embalagens (Packouts): Qualificação de Operação (QO) e Qualificação de Performance (QP) como sistema de segurança e qualidade do transporte refrigerado. A farmacêutica e responsável pelo departamento técnico do Valida, Renata Curatolo, explicará como fazer essa qualificação e os parâmetros necessários para serem estudados e avaliados durante o estudo, além de explicar as diferenças entre os monitores de temperatura a serem aplicados ao processo.

O evento é promovido pela Associação Internacional de Engenharia Farmacêutica (ISPE, sigla em inglês) Afiliada Brasil que disponibilizará aos participantes, como parte do material de apoio, o primeiro “Manual Brasileiro de Boas Práticas de Cadeia de Frio” que foi desenvolvido pelo comitê formado por representantes da indústria farmacêutica e fornecedores.

Mais informações:

Cold Chain Day – São Paulo

Dia: 21 de setembro

Local: Hotel Ibis SP Congonhas (Rua Baronesa de Bela Vista, 801 – Vila Congonhas, São Paulo/SP)

Informações: (11) 3758-1779 ou pelo e-mail ispebrasil@ispe.org.br

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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