Reconhecimento facial na logística: como a tecnologia possibilita ganho de eficiência nas operações

05/06/2023

O ganho de eficiência na logística é um objetivo que acompanha todas as ações dos gestores de frota. No mercado atual, cada vez mais voltado à performance, a tecnologia é um importante recurso para alcançar a meta de tornar o negócio mais produtivo e rentável. Dentro deste cenário, a ferramenta de reconhecimento facial vem desempenhando um papel importante por unir ganho de produtividade ao mesmo tempo em que mitiga fraudes e aumenta o conforto para motoristas.

Ao eliminar a necessidade de cartões de acesso ou senhas, o reconhecimento facial em câmeras embarcadas nos caminhões simplifica e agiliza os processos de entrada e saída, reduzindo o tempo de espera e aumentando a eficiência operacional. Basta a câmera capturar o rosto para identificar o motorista.

No Brasil, as principais empresas de diferentes segmentos vêm adotando essa tecnologia para promover agilidade nos processos. A Trimble Transportation Latam é a companhia que oferece o serviço mais adotado entre os principais players logísticos.

“Pode parecer um ato simples que o motorista fique em um ângulo que a câmera consiga captar. Mas isso tem uma importância grande quando você observa em um contexto amplo. Com esse recurso, você confirma a identidade do motorista, reduz erros por esquecimento de crachá e evita a chance de burlar a ferramenta. Ou seja, em pequenas operações já se ganha muito mais eficiência”, explica Rony Neri, gerente da Trimble Transportation Latam.

Como funciona

O reconhecimento do condutor é feito por meio das soluções de vídeo da Trimble, equipadas com Inteligência Artificial, que são capazes de reconhecer uma série de características do rosto do motorista e comprovar a identidade.

A câmera é do tipo Driver Status Monitoring (DSM), que reconhece o rosto do motorista mesmo em diferentes ângulos e também identifica sinais de fadiga e distrações ao volante.

Para que o motorista seja identificado e autorizado a seguir viagem, a imagem capturada dele é comparada com um banco de imagens do condutor. Quando o índice é de 90% de compatibilidade, ele é autorizado a seguir. Já caso o reconhecimento não chegue a 90%, a empresa recebe a imagem e pode fazer a identificação manual.

O reconhecimento facial melhora a experiência do motorista, que não precisa ficar atrelado à necessidade de estar com o crachá, lembrando senha e nem ficar com um apito sonoro contínuo a cada vez que ele for dar a partida até que digite a senha correta.

“Reconhecimento facial não é apenas uma questão de conveniência. Ele também aprimora muito a segurança e a precisão dos processos logísticos. Com algoritmos avançados e câmeras apropriadas, a identificação facial é extremamente confiável, dificulta qualquer tentativa de fraude e reduz o número de equipamentos que o motorista precisa manusear na cabine, visto que o mesmo produto é responsável por videomonitoramento e identificação de motoristas”, explica Leandro Soares, Coordenador de Desenvolvimento de Software da Trimble Transportation.

Além dos benefícios operacionais, a implementação do reconhecimento facial é uma iniciativa que se alinha com as ações de sustentabilidade das empresas de logística. Ao eliminar a necessidade de cartões físicos ou papéis para anotações de horários dos trajetos, há uma redução do impacto ambiental. Além disso, a automatização dos processos por meio do reconhecimento facial contribui para a redução de erros humanos, evitando retrabalhos e custos adicionais.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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