Randon apresenta desempenho no 1º trimestre

20/05/2015

A baixa confiança e o fraco desempenho econômico brasileiro impactaram diretamente o mercado automotivo e, em decorrência, a performance das Empresas Randon neste primeiro trimestre de 2015. Com queda de 36,2% na produção de caminhões e de 50% nos veículos rebocados no período, a empresa registrou uma queda de 31,6% no faturamento bruto total de janeiro a março deste ano, comparativamente a igual período de 2014.

A Randon S.A. Implementos e Participações encerrou o 1T2015 com uma receita líquida consolidada de R$ 696,8 milhões no trimestre, 27,9% menos que no primeiro trimestre de 2014. A empresa obteve lucro líquido consolidado de R$ 557 mil ou 99,1% menos, se comparado ao mesmo período de 2014. A receita bruta total, incluindo as vendas entre empresas, somou R$ 994,7 milhões no primeiro trimestre de 2015 ou queda de 31,6% em relação ao mesmo período de 2014. O EBITDA consolidado atingiu R$ 51,0 milhões, no primeiro trimestre de 2015, e margem EBITDA de 7,3%, representando uma queda de 8,3 pontos percentuais, em relação ao primeiro trimestre de 2014.

Contribuíram adicionalmente para o baixo desempenho os quadros econômicos instáveis com retração dos investimentos repercutindo, negativamente, em todos os setores da economia que já convive com aumento da inflação, queda no PIB, aumento da carga tributária e das taxas de juros. Para se adequar à baixa demanda, a empresa optou por reduzir sua estrutura, aprovou paradas programadas, flexibilização de jornada entre abril a junho, mantendo ativas iniciativas de redução de custo, como é o caso do projeto de compras corporativas já apresentado ao mercado e em processo de implementação.

”Para este ano, estamos enfrentando com coragem os novos desafios que surgem, em meio ao cenário de incertezas, sabendo que fica cada vez mais evidente que é preciso prosseguir na busca pela eficiência operacional ajustando-se à conjuntura”, disse o Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Geraldo Santa Catharina. Ele vê com cautela os possíveis sinais de melhora de mercado tanto no nível de confiança e, em decorrência, nos negócios.

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