O fluxo de cargas provenientes da Argentina, Paraguai e Uruguai impulsionou a movimentação nos portos secos administrados pela Multilog no primeiro trimestre de 2026. Segundo a empresa, entraram 102.771 caminhões nas cinco unidades alfandegadas de fronteira operadas pela companhia, resultado 1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Os maiores volumes foram registrados nos portos secos de Santana do Livramento (RS), Dionísio Cerqueira (SC) e Foz do Iguaçu (PR), este último considerado o maior porto seco do país e um dos principais hubs logísticos do Mercosul.
De acordo com Francisco Damilano, gerente geral de Operações das Fronteiras da Multilog, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações ligadas ao agronegócio, bens de consumo, componentes automotivos e insumos industriais.

“Os meses de janeiro e fevereiro costumam ser meses com menor movimentação, mas em março o fluxo de veículos se intensificou consolidando um crescimento que já havíamos registrado em 2025, impulsionado pelo setor do agronegócio e de insumos industriais -, bem como pela logística das exportações em geral, dos bens de consumo e dos componentes automotivos provenientes principalmente da Argentina e do Paraguai”, afirma.
Entre janeiro e março de 2026, o Porto Seco de Santana do Livramento apresentou crescimento de 9,9%, totalizando 3.344 entradas de caminhões, sendo 1.462 destinadas à importação e 1.882 à exportação.
Já o Porto Seco de Dionísio Cerqueira registrou alta de 6,2% na movimentação, com 6.545 entradas de veículos no período. Desse total, 3.618 foram operações de importação e 2.927 de exportação.
O maior volume foi observado no Porto Seco de Foz do Iguaçu, que contabilizou 50.656 entradas de caminhões no trimestre, número 5,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A unidade recebeu 28.854 veículos voltados à importação e 21.802 para exportação.
Segundo a Multilog, a modernização tecnológica das instalações e a ampliação da infraestrutura operacional vêm contribuindo para o aumento da competitividade do transporte rodoviário de cargas nas regiões de fronteira. A empresa destaca ainda que políticas estaduais de incentivos fiscais também colaboram para o crescimento das movimentações.
Apesar do desempenho positivo em parte das unidades, alguns portos secos registraram retração no período. O Porto Seco de Jaguarão (RS) apresentou queda de 1% na entrada de caminhões, totalizando 8.115 movimentações, sendo 2.984 operações de importação e 5.131 de exportação.
Já o Porto Seco de Uruguaiana (RS) teve redução de 5,9% no fluxo de veículos, encerrando o trimestre com 34.111 movimentações. Desse total, 10.063 foram relacionadas à importação e 24.048 à exportação.
Outro indicador destacado pela companhia foi a redução no tempo médio de permanência dos caminhões destinados à exportação. Nos primeiros três meses de 2026, o tempo médio caiu para 15,5 horas, frente às 19,3 horas registradas no mesmo período do ano anterior.
Segundo a Multilog, o resultado está relacionado às melhorias operacionais implementadas nas unidades, incluindo processos automatizados e maior integração tecnológica nas operações aduaneiras.







