Porto de Imbituba anuncia R$ 11,2 milhões em investimentos

10/04/2023

Foram assinadas, na última semana, as autorizações para lançamento dos processos licitatórios de três importantes melhorias para o Porto de Imbituba: a derrocagem no Cais 1, a execução de dolfim no Cais 2 e a compra de 2 balanças rodoviárias. As obras e aquisições somam R$ 11,2 milhões em investimentos para alavancar a capacidade operacional do Porto. O ato de assinatura foi realizado pela diretoria executiva da SCPAR Porto de Imbituba, com a presença de diretores da holding SCPAR, colaboradores e do secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, com o adjunto da pasta, Robison Coelho.

“O governador Jorginho Mello costuma dizer que Santa Catarina tem pressa. Ele nos cobra diariamente agilidade nas ações, que é o que estamos fazendo hoje no Porto de Imbituba. Mais berços de atracação e melhorias na produtividade serão determinantes para o crescimento do porto e da cidade”, destaca Beto Martins.

A execução de um dolfim de amarração no Cais 2, juntamente com obra de derrocagem do Cais 1 (retirada de rochas submersas), permitirão o atendimento permanente de três navios no local, passando dos atuais 660 metros de cais linear nos dois berços para 710 metros. Já a aquisição de novas balanças rodoviárias e automatização de todo o sistema existente agilizará o fluxo de pesagem de cargas. Atualmente, a Autoridade Portuária possui quatro balanças.

“Esses investimentos são parte do pacote de medidas previstas em nosso planejamento, com recursos da própria Autoridade Portuária e apoio estratégico do Governo do Estado, com a orientação dada pelo Governador Jorginho Mello para aumentar a eficiência operacional do Porto, oferecendo outro patamar de serviços aos usuários”, explica o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Luís Antonio Braga Martins.

Investimentos privados

O dia também ficou marcado pela inauguração do novo guindaste sobre rodas que passa a operar no Porto de Imbituba. O investimento de cerca de R$ 30 milhões é da operadora portuária Granéis Imbituba (joint venture das arrendatárias Fertisanta e Serra Morena). Guindaste do tipo MHC (Mobile Harbour Crane), o equipamento de última geração é da marca Liebherr, modelo LHM 420. Tem capacidade de carga de 84 toneladas e alcance de 48 metros. Extremamente versátil, pode ser utilizado para movimentação de granéis e carga geral, podendo se deslocar por todos os berços do Porto, promovendo mais segurança e agilidade operacional.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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