Maxtrack investe em solução de autonomia de condução para veículos de grande porte

24/11/2023

O avanço tecnológico presenciado nos últimos anos tem permitido a consolidação de ferramentas de automação em diferentes segmentos dos mercados mundiais. No setor de transportes, a inclusão de alternativas autônomas pode promover melhorias em produtividade, gerenciamento e, principalmente, segurança, com a estimativa de redução de acidentes fatais nas estradas, de acordo estudos da Allianz.

Em linha com esta evolução, a Maxtrack, referência em tecnologia para rastreamento de passageiros e cargas na América Latina, passou a investir, de maneira pioneira, no desenvolvimento de uma ferramenta voltada para a automação de veículos de grande porte.

Com um trabalho iniciado em 2022, a companhia já é capaz de proporcionar automação em nível 2 (direção parcial), quando há, ao mesmo tempo, controle de velocidade adaptativo e assistente de centralização da pista.

Neste grupo, estão os veículos equipados com o sistema avançado de assistência à direção (ADAS) da Maxtrack, que podem assumir a desaceleração e frenagem em cenários específicos. Desta forma, motoristas, gestores e líderes de frotas podem garantir:

– Controle de velocidade por cerca (área de risco): a partir da criação de rotogramas, pode-se estabelecer a velocidade limite para a cerca. Dessa forma, os veículos em operação não conseguirão alcançar uma velocidade maior do que a determinada pelas normas de segurança da empresa.

– Redução de velocidade após violação:caso o condutor ultrapasse a velocidade estabelecida por determinado tempo, o veículo terá uma limitação funcionando como advertência. Ao ultrapassar um limite de velocidade por um minuto, por exemplo, o motorista, automaticamente, terá sua velocidade reduzida a um valor predefinido e estabilizada por um tempo determinado. 

– Assistência efetiva ao condutor (ADAS): Com ela é possível captar informações de segurança, como alinhamento com faixas e proximidade de veículos à frente, por exemplo. Os dados coletados são incluídos nos alertas do sistema de assistência, além de contribuir com as análises de comportamento de risco, desatenção e fadiga. 

“Para o motorista, além de segurança, a solução carrega um propósito educacional na automação. Após algum tempo de uso, os motoristas tendem a parar de violar a velocidade e passam a dirigir dentro das normas seguras”, explica Gustavo Travassos, fundador da Maxtrack.

“Em pouco mais de um ano, nossa tecnologia tem proporcionado melhorias efetivas para transportadores em todo o Brasil, garantindo ainda mais segurança para os motoristas que, dia a dia, precisam enfrentar desafios em seus respectivos trajetos”, afirma Braulio Carvalho, CEO da Maxtrack. Hoje, mais de 20 mil veículos pesados equipados com a solução de ADAS da Maxtrack já suportam essas novas funcionalidades, em virtude das atualizações remotas periódicas feitas pela fabricante e que garantem a evolução permanente da frota instalada. “A automação é parte de um futuro tecnológico próspero, que reduz riscos e promove qualidade de entrega em todas as frentes. Sabendo disso, nossa tecnologia é mais uma ferramenta que contribui efetivamente para o desenvolvimento do setor brasileiro”, explica Braulio.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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