Logtech brasileira oferece soluções tecnológicas inéditas na América Latina, para o setor portuário

30/03/2023

O setor portuário brasileiro – formado pelos portos públicos e terminais privados – em 2022, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) movimentou aproximadamente 1 bilhão de toneladas de mercadorias. Pelos próximos quatro anos, a Agência prevê a manutenção dessa alta na movimentação portuária, chegando a 2026, com a expectativa de movimentar 1,4 bilhão de toneladas de mercadorias. E toda essa logística de funcionamento do setor portuário, precisa funcionar de maneira cronometrada. Ou seja, se uma embarcação atrasa para descarregar sua carga, ela certamente afetará a fila de navios que espera para atracar no porto. A consequência disso é que produtos podem estragar, encomendas atrasam e empresas de todos os portes têm prejuízo. Com intuito de manter esse “relógio” sempre pontual, nasceu há 22 anos a Athenas – uma logtech brasileira especializada em tecnologia e logística– que oferece otimização e ganho operacional através de produtos de software para portos, terminais  e armazéns . Para se ter uma ideia, no acumulado de janeiro e fevereiro 2023, os clientes da Athenas movimentaram cerca de R$ (U$$) 2 bilhões em exportações e U$$ 1, 5 bilhão em importações, totalizando U$$ 3,5 bilhões em apenas dois meses. Esse montante equivale a uma média diária de U$$ 60 milhões por dia, em valores financeiros, que passam pelos produtos implementados pela Athenas.

Fundada pelo carioca Rogério Magela, 50 anos, a Athenas, na maior parte de sua trajetória, foi especializada em serviços customizados de consultoria para terminais portuários. “Fundamos a Athenas em junho de 2000. Inicialmente como uma empresa de serviços de desenvolvimento de software. Implementamos dois grandes projetos para o comando da Aeronáutica que nos deram grande visibilidade na área da tecnologia nacional.  Com isso, conseguimos o contrato do então Grupo Libra, no Porto do Rio de Janeiro. Implementamos um produto para este terminal em 2001/2002, trazendo profundas transformações na empresa e no setor. Em 2004 criamos o primeiro agendamento nacional, no recebimento de cargas de todo país, no Porto de Santos. O sucesso desta implantação levou a Athenas a conseguir o contrato de mais seis terminais do Grupo Libra, incluindo o Porto de Santos, um dos maiores do país, chegando a movimentar 1 milhão de TEUS – que é medida para 20 pés de comprimento de contêiner. Outra grande implantação, em 2012, foi a Empraport, o terminal da antiga Odebrecht, e atualmente, o DPW Santos, que se tornou um dos principais terminais automatizados do Brasil”, relembra Rogério Magela.

Toda essa experiência levou a uma reestruturação da Athenas, em meados de 2014/2015, com a migração de empresa de serviços, para uma empresa de produtos. Além disso, houve a entrada de investidores e mudança da empresa para o regime S/A. Também em 2014, o carioca Marcos Barcellos, com 15 anos de experiência em logística de empresas de referência como Vale e Votorantim e com experiencia internacional como executivo expatriado, juntou-se a Athenas e passou a ser o cofounder e CEO nos seus primeiros anos como empresa de produto. Ainda nessa data, a Athenas participou do processo de capacitação da aceleradora 21212, cujo sócios possuem participação acionaria em empresas como a Movile e Ifood. Daí pra frente a empresa, tornou-se uma startup, sendo contemplados com o prêmio “Startup Brasil”, do Ministério de Ciência e com o prêmio Endeavor Promessas (agora conhecido como o Scale-Up Endeavor) – um programa de apoio a empreendedores com potencial de alto impacto. E nesse contexto de crescimento, a startup iniciou a criação do produto TOS+, M2 e da plataforma ALM de logística para terminais, com um investimento de mais de $ 2 milhões de dólares.

“A partir de 2019, a Athenas deixou de ser uma startup, tornou-se uma logtech. Nesse momento já tínhamos na bagagem a experiência da instalação do TOS+, no complexo portuário de Itaqui, no Maranhão, a EMAP. O desafio desta implantação foi a exploração de todos os módulos do produto, cobrindo container, carga e granel. A partir dessa implementação o Porto de Itaqui, passou a bater todos os recordes de movimentação, e passou a ser referência nacional entre os portos brasileiros. Logo em seguida, fechamos contrato com o Grupo Internacional ICTSI, e implantamos um produto no Porto do Rio de Janeiro. Foi nesse momento que iniciamos um redirecionamento estratégico da Athenas, visando a internacionalização da empresa e nos preparando para iniciar um roadshow, para buscar uma nova rodada de investimentos”, contou Magela.

Terminal Operating System Plus (TOS+): um dos diferenciais da Athenas

O Terminal Operating System Plus (TOS+) é um software que otimiza processos, organiza o fluxo de pessoas e mercadorias nos portos, terminais e armazéns e diminui custos operacionais. O TOS+ funciona como um sistema de gestão e operação, que organiza todo o fluxo logístico, e também todos os documentos que autorizam a entrada, a saída e o controle dos transportes envolvidos(navios, trem, avião, veículos, etc..). Além disso, o software possui uma tecnologia de IoT que suporta inumeros tipos diferentes de hardwares, como mecanismos de biometria e reconhecimento ótico. “Isso garante maior controle sobre as mercadorias e pessoas que transitam pelo ambiente logístico. Nós não vendemos os equipamentos de monitoramento, mas fazemos a coleta e a compilação de todas essas informações. A adoção do TOS+ certamente trará ganho operacional em todos os níveis, e com isso, os principais ativos dos portos e terminais, que são compostos por espaços, pessoas, máquinas e tempo, serão otimizados. Isso implica em um número maior de cargas movimentadas com menor custo e maior ganho, no menor tempo, e com menos espaço e pessoas.”, explica Rogério Magela.

O CEO da Athenas ressalta que não existe outro Terminal Operating System (TOS) na América Latina, além do TOS+, da Athenas. Segundo ele, o que existem são sistemas de informação que rodam nos terminais portuários. São apenas softwares convencionais de TI, que não estão focados em inteligência logística, nem em algoritmos poderosos de alocação e desalocação de cargas, conectados em toda cadeia logística. “Certamente somos pioneiros em inteligência logística, pois somos o único a integrar container, carga e granel em um mesmo produto. Isso tudo sempre visando a cadeia produtiva como um todo, e não a separação estéril em áreas de conhecimento, criando ilhadas de custos, burocracias e ineficiências operacionais”, pontua Rogério Magela.

M2: Digital Twin 3D em tempo real para portos, terminais e armazéns

Outra solução da Athenas, que é um diferencial no mercado, é o M2. Um verdadeiro software digital twin em 3D que trabalha em tempo real e que facilita a análise, para a tomada de decisões de desempenho, eliminando assim os custos e aumentando a receita dos portos. O produto foi implantado no Porto Callao – Terminal – Zona Sul, no Peru. A DP World Callao é o principal terminal de contêineres do país, movimentando mais de 60% do volume do Porto de Callao, que representa quase 90% do comércio total de contêineres do Peru.

O M2(Multimodal Multicarga), é um poderoso digital Twin 3D que trabalha em tempo real com as mudanças dinâmicas de um Terminal. O M2 também foi apresentado em UK em visita às universidades locais. Possui uma tecnologia 100% nacional, e é um produto abrangente, pois permite a conexão com qualquer outro software que rode na empresa, e não está limitado a ambientes alfandegados. “O M2 ainda é um achado das empresas. No início elas dizem que não precisam, mas depois não conseguem viver sem. A cognição humana trabalha 80% melhor em 3D, e este poder é antropológico e só pode ser liberado pelas as empresas que usam nosso produto.”, explica Rogério Magela.

Alinhando várias fontes de dados da empresa os riscos são minimizados e identificados precocemente, o desperdício de tempo na obtenção e verificação de dados é eliminado, e uma cultura de colaboração entre TODOS os sistemas da empresa e ampla das partes interessadas é promovida por meio de uma maior transparência e fluxos de dados em 3D. Ou seja, um formato em que o cérebro humano atua 80% mais otimizado do que com planilhas e dados tabulados. De uma forma não experenciada antes, uma visão em 3D parece ser a chave para alcançar a excelência de ativos e ganho operacional.

Embora a maioria dos setores tomaram medidas para digitalizar e integrar vários sistemas, a maioria destes sistemas permanecem isolados e falham em abordar alguns dos maiores barreiras para melhorar o desempenho. Uma abordagem unificada ao gerenciamento de informações operacionais conecta pessoas, processos e desempenho.

Soluções em tempo real Digital Twin 3D conectam todos os dados da empresa, permitindo que as equipes operacionais acessem todos estes dados e tomem as melhores decisões em relação a seus ativos(espaço, pessoas, máquinas e tempo).

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