Log-In Logística Intermodal amplia investimentos em qualificação profissional

06/11/2023

Log-In Logística Intermodal, grupo de soluções logísticas, movimentação portuária e navegação de Cabotagem e Mercosul, além de operações na ponta rodoviária, tem intensificado seus esforços no desenvolvimento e treinamento de suas equipes, sobretudo a marítima, com foco em capacitação, liderança e diversidade.

Como consequência deste processo, de janeiro a setembro de 2023, foram realizadas mais de 12 mil horas de treinamento, a fim de promover a qualificação dos seus profissionais. Como resultado das iniciativas de capacitação e desenvolvimento, a empresa pretende alcançar a excelência em seus quadros de marítimos, e promover o reconhecimento profissional. Neste ano, mais de 30 tripulantes foram reconhecidos através de promoções internas e cerca de 350 colaboradores foram beneficiados com as diversas iniciativas realizadas.

De acordo com a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), somente em 2022, o investimento em treinamento e desenvolvimento nas empresas brasileiras registrou um aumento de 34%. Nesse sentido, a Log-In tem acompanhado essa tendência, destacando-se pela robustez de seu Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), sobretudo para marítimos, que inclui treinamentos abrangendo normas regulamentadoras, onboarding de marítimos, instrumentação básica, Load Master, entre outros.

Entre os objetivos da companhia estão o fortalecimento da qualidade da formação de seus colaboradores, a atração e a retenção de talentos, o aumento da criatividade e da inovação, o aprimoramento da comunicação interna, bem como a promoção de melhores práticas de diversidade, equidade e inclusão na empresa e no setor logístico.

Segundo a Diretora de Gente, Gestão e Tecnologia da Informação da Log-In, Andréa Simões, a ampliação dos projetos de qualificação tem papel fundamental para a estratégia de negócios da companhia. “O foco na capacitação de todos os colaboradores, com treinamentos alinhados à realidade e às demandas diárias, otimiza a tomada de decisões, cria padrões de procedimentos e aumenta a motivação, contribuindo para a redução da rotatividade de funcionários”, explica.

A executiva esclarece que, anualmente, é realizado um comitê de marítimos para avaliar o quadro da equipe do mar. Desta forma, são identificados os colaboradores que necessitam de treinamentos e desenvolvimento, seja no âmbito técnico, comportamental ou de liderança, conforme a curva de aprendizagem de cada um.

Além disso, há investimentos em cursos do Programa de Ensino Profissional Marítimo (PREPOM), em que o colaborador se ausenta durante todo o período com uma licença remunerada a fim de aprimorar seu conhecimento e crescer um nível na posição marítima. “Existindo a oportunidade de vaga, seja através do PREPOM ou do tempo de embarque que o colaborador adquire com a nova categoria, atualizamos o nosso pipeline estratégico”, esclarece Andréa.

Outro destaque da empresa com relação à qualificação profissional foi o lançamento de sua Universidade Corporativa (UniLog-In), que permite que todos os colaboradores, de maneira online em horários flexíveis, realizem cursos para a evolução de sua carreira profissional, dissipando conhecimento para os colaboradores e atendendo cada área de negócio da empresa para capacitação completa e crescimento na função. Ao todo já foram disponibilizados 166 cursos, dentre eles o Seminário de Náutica e Máquinas 2023 e diversas palestras ao vivo, além de 82 cursos online para que todos tenham a oportunidade de acessar de qualquer lugar, a qualquer hora, pelo computador ou celular.

Andréa observa que o modelo surgiu da necessidade de qualificar os colaboradores de forma vinculada às estratégias de negócio Log-In. “A universidade corporativa foi uma aquisição importante para a companhia. É uma oportunidade incrível de otimizar as estratégias organizacionais focadas em desenvolvimento pessoal e não apenas profissional”, reforça.

Foco em diversidade

Além dos já reconhecidos programas “Mulheres na Operação” e “Navegar”, que visam fortalecer a presença feminina em cargos de liderança na empresa, a Log-In tem obtido resultados importantes a partir de outros projetos que visam fomentar as pautas sociais, em sinergia com a robusta estratégia de ESG (Governança ambiental, social e corporativa) exercida pela companhia.

Entre 2020 e 2023, a empresa registrou um aumento de 175% de pessoas com deficiência em seu quadro de colaboradores, como consequência do Programa Incluir. Além disso, 75% dos participantes do Programa PRIG foram efetivados. O projeto, realizado em parceria com o Instituto Primeira Geração, tem como objetivo apoiar o desenvolvimento profissional de recém-formados que sejam a primeira pessoa de sua família a concluir a graduação. Já o programa Jovem Aprendiz, voltado para o público de Comunidades, impactou 75 jovens entre 2021 e 2023, sendo nove deles efetivados pela Log-In.

Além destas iniciativas a companhia conta ainda com o “Encontro com Elas”, cujo objetivo é abrir um espaço para falas, trocas de experiências e gerar conexão, direcionado para as frentes: Mulheres Administrativas, Mulheres do Mar e Mulheres dos Terminais. Há também o “Encontro com Eles (Masculinidade)”, desenvolvido a fim de tratar a temática sobre Masculinidade e Paternidade, sendo abordados temas e interações como: conscientização, desconstrução de estereótipos e comunicação inclusiva, principais desafios da paternidade atual e, ainda, quais modos o machismo é prejudicial para homens e mulheres.

Andréa explica que, para 2024, é imperativo a imersão da companhia junto a comunidades locais frente a algum projeto de Educação Continuada, além de outras iniciativas.  “Um dos objetivos é reestruturar o Programa Navegar, com adesão de novos desafios dentro do projeto vigente.  Em nosso planejamento de PMO (Project Management Office), temos mapeados algumas iniciativas que elevem o nosso compromisso com grupos minoritários, programas de mentoria e recrutamento ativo de candidatos diversos”, finaliza.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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