Loc Construções investe em frota e adquire 40 caminhões Volkswagen

30/07/2024

Já estão em circulação os 40 novos Volkswagen Meteor 28.480 6×2 adquiridos pela Loc Construções, empresa atuante em serviços de locação de veículos, máquinas e equipamentos, coleta de resíduos e prestação de serviços em toda a região Nordeste. Com um investimento de aproximadamente R$ 40 milhões, a entrega foi intermediada pelo concessionário Transrio do Sergipe e dividida em dois lotes de 20 caminhões, iniciada no fim de 2023 e concluída este ano.

Os veículos estão atuando no Porto do Itaqui, em São Luís, MA, prestando serviços para importação de produtos a granel. Com a nova aquisição, a empresa passa a contar com cerca de 60 caminhões e ônibus VW em sua frota.  “Estamos há mais de duas décadas fortalecendo a nossa parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus. Começamos investindo em veículos Delivery e Constellation para nossa frota e entramos recentemente no segmento de extrapesados com o Meteor, que vem dando conta do recado com muita robustez em nosso negócio. Planejamos crescer neste novo setor e, futuramente, mapear novos negócios com a montadora para expandir nosso portfólio”, destaca Daniel Hardman, responsável da Loc Construções.

Leonardo Ferreira, consultor comercial da VWCO, destaca que sempre optam por buscar pela eficiência e “a nossa gama de caminhões extrapesados agrega incontáveis soluções e facilidades para os nossos clientes, seja em maior tecnologia embarcada nos veículos, força, ergonomia, conforto, entre outros detalhes. Em quatro anos de mercado, o Meteor revolucionou o segmento e segue entregando o melhor conjunto para nossos clientes”. Ferreira destaca que o Volkswagen Meteor é referência quando o assunto é potência, conforto, tecnologia e robustez. “Os modelos saem de fábrica com a nova geração do motor D26 de 13 litros, desenvolvido e produzido no Brasil, garantindo ao motorista maior economia de combustível, baixo custo de manutenção e durabilidade adequada às mais severas aplicações.”

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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