Librelato inova com a maior Célula de Solda Robotizada da América Latina

19/01/2022

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A Librelato inovou mais uma vez em sua linha de produção, investindo em processos de digitalização e automação. Desta vez, a empresa investiu na maior Célula de Solda Robotizada da América Latina, que soldará a estrutura completa do implemento e não apenas uma parte dele.

O projeto teve duração de dois anos com investimento de 12 milhões de reais. A tecnologia permitirá a solda completa de um implemento em apenas 30 minutos, uma redução de 35% no tempo de produção, o que viabiliza a fabricação de 25 implementos/dia, um aumento de 20%.

O equipamento começou a ser instalado em 2021 na fábrica de Criciúma, SC e a previsão para que ele comece a operar é de março/2022. Nesse período os operadores passaram por treinamentos específicos para trabalhar com o equipamento de forma segura e produtiva.

O objetivo dessa célula é melhorar a qualidade final do produto, padronizando a soldagem. Isso se refletirá diretamente na maior satisfação do cliente final.

Para a Librelato, há diversos benefícios com o uso desta tecnologia, como por exemplo, a redução do tempo de atravessamento do implemento na linha de montagem. “Além disso, haverá melhora na qualidade. Anteriormente o operador precisava realizar a operação de forma manual como soldador e agora a máquina fará o trabalho oportunizando ao operador crescimento e aprendizado”, explica Rodrigo Corso, Gerente de Excelência Operacional.

O profissional destaca que a Librelato será a primeira implementadora da América Latina a trabalhar com um sistema automatizado, a soldar o implemento de forma completa. “É uma célula realmente muito grande, de alta complexidade.

A empresa escolheu alguns fornecedores para o desenvolvimento da tecnologia. Esses parceiros atenderam todo o processo desde a sua montagem até a finalização do produto na linha de montagem.

Indústria 4.0

A Indústria 4.0 está sendo responsável por transformar toda a cadeia produtiva do setor de implementos, desde as áreas de projetos e fabricação dos produtos, até a estrutura interna da empresa e sua comunicação com clientes e fornecedores. A aplicação da internet industrial e da robótica está movimentando o mercado e trazendo inovações que são capazes de aumentar a produtividade e estimular os negócios.

“A Célula de Solda Robotizada terá toda a integração em tempo real. Da minha casa, pelo meu celular, eu conseguirei ver o que está acontecendo na produção e isso é um grande avanço para a Librelato e seus clientes finais”, finaliza Rodrigo Corso.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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