Jimi chega ao Brasil para atender o mercado de IoT e conectividade de frotas

10/02/2022

 

Jimi

O Brasil é um país promissor para o segmento de IoT (Internet das Coisas) nos próximos anos, de acordo com estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que aponta que o setor cresce cerca de 40% ao ano. Além disso, até 2025, esse mercado deve movimentar 11 trilhões de dólares.

De olho nesse potencial, a Jimi IoT está chegando ao Brasil, com escritório próprio e suporte local sediado na cidade de São Paulo, para trazer produtos considerados inovadores para o segmento de rastreamento e gestão de frotas (veículos, caminhões, motocicletas, ônibus, veículos elétricos, bicicletas etc.), bem como demais ativos móveis (maquinários, contêineres, etc.).

Assim, a partir de agora, a Jimi IoT Brasil, além das câmeras para assistentes de direção e vídeo monitoramento, trará também todo o portfólio completo da marca, que conta com soluções para as mais diversas aplicações, que aumentam a eficiência, gerenciam melhor os ativos e inovação para um mundo mais conectado e inteligente, segundo a empresa.

Fruto da união de investidores nacionais, a Jimi IoT Brasil marcará presença em todo território brasileiro com tecnologia de ponta para IoT, rastreamento, telemetria e vídeo monitoramento.

A Jimi IoT é uma empresa com experiência de 22 anos no ramo, com mais de 10 milhões de dispositivos ativos no mercado mundial, alcançando o número de 1,7 milhão de dispositivos conectados diariamente dedicados – somente no último ano, a empresa registrou mais de três milhões de unidades vendidas.

De acordo com João Gomes, CEO da Jimi IoT Brasil, “com o avanço das tecnologias que auxiliam os motoristas na prevenção de acidentes e mortes, vemos potencial de crescimento na prevenção de acidentes no mercado de logística rodoviária e urbana, transporte e agronegócio. Nesse cenário, queremos liderar o mercado na comercialização de soluções de assistente de condução e produtos para logística e gestão de frota”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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