Inteligência Artificial transforma a logística no varejo e acelera cadeias de suprimentos, comenta o CEO do Secret Group

A Inteligência Artificial (IA) vem redesenhando a logística do varejo em todo o mundo, tornando as cadeias de suprimentos mais rápidas, eficientes e previsíveis. Em um cenário de crescimento acelerado do comércio eletrônico e aumento das exigências por entregas rápidas, empresas passaram a utilizar algoritmos avançados para analisar grandes volumes de dados e automatizar decisões logísticas, desde a previsão de demanda até a distribuição de produtos.

Além disso, o impacto da tecnologia já aparece em indicadores concretos. Estudos da McKinsey apontam que empresas que adotam sistemas de gestão baseados em IA podem reduzir custos logísticos em até 15%, ao mesmo tempo em que melhoram níveis de serviço e disponibilidade de produtos. Dessa forma, a tecnologia passa a ter papel estratégico na competitividade do setor.

No varejo, essa transformação é ainda mais relevante, já que a logística envolve operações complexas, como previsão de vendas, controle de estoque, transporte e a chamada última milha, considerada a etapa final e mais sensível da entrega ao consumidor.

IA na logística do varejo amplia eficiência operacional

De acordo com Andrei Amaral, CEO do Secret Group – ecossistema empresarial que integra soluções de e-commerce, tecnologia, varejo, moda e logística –, a tecnologia tem papel decisivo na construção de cadeias mais inteligentes. “A Inteligência Artificial está transformando o varejo e, em especial, a área de logística ao permitir decisões baseadas em dados em tempo real. No varejo digital, isso significa prever demanda com mais precisão, reduzir custos e entregar mais rápido ao consumidor. Empresas que integram tecnologia à operação logística ganham eficiência, escala e competitividade”, afirma.

Grandes varejistas globais já utilizam algoritmos para prever rupturas de estoque, automatizar reposições e melhorar a disponibilidade de produtos. No caso do Secret Group, o uso da IA trouxe ganhos operacionais relevantes. Segundo o executivo, a tecnologia reduziu erros e aumentou a eficiência das entregas. “Com a IA conseguimos trazer mais eficiência a operação, otimizamos nosso estoque e aumentamos a produtividade do nosso tim em 30%, gerando uma redução de custos operacionais de 14%.”

Além disso, o avanço das vendas online intensificou a necessidade de soluções logísticas mais ágeis. “A adoção da tecnologia se tornou ainda mais estratégica com o avanço das nossas vendas online, que exige operações logísticas cada vez mais rápidas e flexíveis. Na logística, ferramentas de roteirização inteligente e análise preditiva permitem organizar entregas de forma dinâmica, considerando trânsito, localização dos clientes e volume de pedidos, especialmente na chamada última milha, considerada a etapa mais complexa e cara da logística”, completa Amaral.

No Brasil, a adoção também avança de forma consistente. Pesquisa da Manhattan Associates revela que 43% das empresas brasileiras do varejo já utilizam IA e machine learning em sistemas de gerenciamento de transporte (TMS), índice superior à média global, de 37%. Esse movimento indica uma mudança estrutural na forma como as operações logísticas são planejadas e executadas, com maior uso de dados e automação ao longo de toda a cadeia.

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