Gerdau vai pôr R$ 1 bi em aços especiais no Brasil

22/04/2021

image001 (26)

A Gerdau vai investir R$ 1 bilhão em sua operação de aços especiais no Brasil. A companhia, segundo Rubens Pereira, vice-presidente da unidade, vai aplicar os recursos de 2021 a 2022 para aumentar a capacidade de produção desse tipo de aço – usado principalmente na indústria automotiva – e na modernização de suas operações.

Os aportes vão ser aplicados nas três unidades que a siderúrgica mantém no país: Charqueadas (RS) e Mogi das Cruzes e Pindamonhangaba (SP) “A maior parcela dos investimentos irá para Pindamonhangaba no novo lingotamento contínuo, que vai produzir aços mais ‘limpos’ e resistentes”, disse o executivo.

Pereira informou que o novo equipamento em Pindamonhangaba está previsto para entrar em operação em agosto de 2022 e, com ele, a Gerdau terá um processo mais automatizado e com melhor rendimento.

“É um tipo de aço, que chamamos de clean steel, fundamental para conseguir prolongar a vida de um rolamento, por exemplo. Já produzíamos esse tipo de produto, mas o que passaremos a fabricar com esse investimento é um aço com maior durabilidade”, acrescentou o executivo.

Em Mogi das Cruzes, ele disse que a Gerdau vai reativar a aciaria, cuja operação estava paralisada desde março de 2019. A retomada deve ocorrer no início de setembro, segundo o executivo, e serão contratados mais 150 pessoas para a operação. Com essa usina, a Gerdau terá uma capacidade anual de 180 mil toneladas de aço por ano, que será laminado em Pindamonhangaba.

No ano passado, a siderúrgica produziu no Brasil 661 mil toneladas de aços especiais. A estimativa para este ano, disse Pereira, é de 880 mil toneladas, podendo alcançar 1 milhão de toneladas quando a usina estiver em plena capacidade. Ao todo a divisão de aços especiais da Gerdau produziu, no ano passado, 1,42 milhão de tonelada, somando suas unidades de produção nos EUA.

Já na unidade gaúcha, Pereira ressaltou que a Gerdau vai investir no aumento da produtividade de barras de aço. Será instalado um novo forno de recozimento e esferoidização que fará uma produção de aço com graus de dureza maior e mais resistentes.

“Esses investimentos são necessários para preparar a empresa para o crescimento da demanda no médio prazo, em quatro, cinco anos, nos setores automotivo, de máquinas e equipamentos e eólico”, afirmou Pereira.

Atualmente, o setor automotivo, segundo o executivo, representa 70% das vendas do braço de aços especiais da Gerdau. Esse percentual, completou Pereira, deve permanecer por um tempo, mesmo com a baixa utilização da capacidade instalada das fabricas de automóveis no país, que é de cerca de 5 milhões de unidades por ano. No ano passado, as montadoras instaladas fabricaram em torno de 2 milhões de unidades e a estimativa de 2021 é de uma montagem de cerca de 2,5 milhões de veículos.

“O desafio grande no negócio é justamente criar as avenidas de crescimento. Temos um vínculo grande com o setor automotivo. Nesse momento, há uma perspectiva de crescimento, não somente em veículos, mas em máquinas e equipamentos e em usinas eólicas”, afirmou Pereira.

O executivo ressaltou que o segmento eólico pode dobrar de participação em até cinco anos. Hoje, as vendas para usinas eólicas representam de 3% a 4%. “Eólica tem uma demanda potencialmente crescente, é uma avenida importante. Já a evolução de máquinas e equipamentos vai depender de quanto o Brasil pode ser competitivo no mercado mundial. Se aumentar as exportações, esse setor tem boas perspectivas de crescimento no médio prazo”, afirmou o executivo.

Pereira assumiu a o operação de aços especiais no país de no final de 2020. O executivo é formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e tem MBA pela MIT Sloan School of Management. Fez a carreira industrial no segmento de alimentos. Por 14 anos, atuou na Cargill em novos projetos e outros dois anos na BRF, na área administrativa.

Fonte: Valor

Compartilhe:
615x430 Savoy julho 2025
Veja também em Conteúdo
Preço dos combustíveis sobe em 2025 e etanol lidera alta, aponta estudo Veloe/Fipe
Preço dos combustíveis sobe em 2025 e etanol lidera alta, aponta estudo Veloe/Fipe
Transporte e economia: logística sente antes a desaceleração e a retomada do país
Transporte e economia: logística sente antes a desaceleração e a retomada do país, analisa Transvias
Vagas 2025: vendas, logística e construção lideram contratações, aponta balanço do Infojobs
Vagas 2025: vendas, logística e construção lideram contratações, aponta balanço do Infojobs
Leilão do Tecon Santos 10 avança na Antaq com investimento de R$ 6,4 bilhões
Leilão do Tecon Santos 10 avança na Antaq com investimento de R$ 6,4 bilhões
Roubo de carga de café impulsiona mudanças na logística e no transporte rodoviário, mostra DL4 Group
Roubo de carga de café impulsiona mudanças na logística e no transporte rodoviário, mostra DL4 Group
Sergomel apresenta Super Bitrem florestal para otimizar transporte rodoviário de madeira
Sergomel apresenta Super Bitrem florestal para otimizar transporte rodoviário de madeira

As mais lidas

01

Movimentação de cargas nos portos brasileiros cresce 5% e bate recorde em 2025
Movimentação de cargas nos portos brasileiros cresce 5% e bate recorde em 2025

02

Grupo EREA anuncia Leandro Bassoi como novo CEO e acelera expansão no real estate logístico
Grupo EREA anuncia Leandro Bassoi como novo CEO e acelera expansão no real estate logístico

03

Crise dos Correios e logística nacional entram em foco após encerramento da FedEx no Brasil
Crise dos Correios e logística nacional entram em foco após encerramento da FedEx no Brasil